Cidade adota o modelo de “cluster criativo” para fomentar pequenas, médias e grandes empresas da economia criativa
Casal dança no bairro de La Boca, que hospeda o Distrito das Artes
São Paulo – O velho ditado da “união faz força” tem sido levado à risca em Buenos Aires, na Argentina, que decidiu interpretar a frase ao pé da letra e aplicar na economia. Tanto para fomentar atividades de pequenas, médias e grandes empresas do setor criativo, quanto para ajudar no planejamento urbano, a cidade está investindo no conceito de “clustercriativo”.
A ideia central desse modelo é incentivar empresas de um mesmo setor econômico (de preferência, com atividades de inovação e criatividade) a se instalarem em um único bairro, em geral, fora do centro. Assim, além de transformar a região em referência em um determinado assunto, facilita a cooperação entre companhias e melhora a qualidade de vida de quem trabalha em um cluster (que pode morar perto de onde trabalha, já que as empresas de seu setor sempre estarão em um único lugar).
“Nosso objetivo é desenvolver um plano que consolide as atividades criativas, que hoje já respondem por 10% da economia de Buenos Aires, tornando tão importante quanto o turismo ou comércio”, diz Enrique Avogadro, diretor de Indústrias Criativas e Comércio Exterior de Buenos Aires e diretor do Centro Metropolitano de Design da cidade. Avogadro participará de um evento sobre o assunto em São Paulo, que será promovido pela FecomercioSP e pelo Sesc-SP nesta semana.
No evento, contará sobre a experiência de Buenos Aires, que começou em 2008 e já tem três grandes projetos consolidados e mais um sendo encaminhado. Na cidade, as empresas são “convencidas” a ir para os clusters com incentivos econômicos que passam por isenções fiscais.
O processo de convencer as empresas pequenas, médias e grandes a instalar sua sede lado a lado de seus concorrentes, porém, não depende apenas de alguns impostos a menos no meio do caminho. A ideia é que a promoção dos clusters incentive investimentos nas companhias, na melhoria urbana do local e promova a troca de experiências e tecnologia entre as empresas. “Muito depende de as primeiras empresas chegarem a um bairro e começarem a conseguir resultados palpáveis. Quando isso acontece, outras enxergam a oportunidade e também vão para os clusters”, explica.
Outras cidades do mundo também se destacam por esse modelo de incentivo econômico. Um exemplo de destaque é a aplicação do conceito no projeto 22@Barcelona, na Espanha, que ajuda pequenos e médios empresários a driblar a crise com criatividade.
fonte: http://exame.abril.com.br/
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