MARCELO G. RIBEIRO/JC
Deborah revela que Porto Alegre terá polo de economia criativa
Porto Alegre é considerada a capital brasileira com maior potencial de desenvolvimento de economia criativa, segundo estudo recente da Fecomércio de São Paulo. Com esta informação, o prefeito José Fortunati reforçou a importância do lançamento do Comitê de Economia Criativa da Capital, que ocorreu ontem pela manhã no Salão Nobre do Paço Municipal. Ao assinar o decreto que institui oficialmente o grupo de trabalho, Fortunati destacou a necessidade de fomentar a indústria criativa local, a fim de gerar empregos e, inclusive, resgatar talentos que – por falta de mercado adequado – migraram para outros estados.
“Este é um tema de fundamental importância para o futuro de Porto Alegre”, valorizou o prefeito. Segundo a coordenadora-geral do Gabinete de Inovação e Tecnologia (Inovapoa), Deborah Pilla Villela, a meta do comitê é, até dezembro deste ano, elaborar um plano de fomento para formação de um polo de economia criativa na Capital. “Existe uma série de segmentos, como design, moda, arte, engenharia, arquitetura e urbanismo que precisam de formalização”, apontou Deborah, ao defender uma política pública “perene” para o setor.
A criação do plano de economia criativa (denominado Porto Alegre Criativa) será norteada por cinco eixos – sustentabilidade, marcos legais (legislação), educação continuada, fortalecimento das organizações e territorialidade – a fim de promover e mapear os segmentos com maior vocação na área de indústria de criatividade.
De acordo com a coordenadora-geral do Inovapoa, as diretrizes serão traçadas com a participação de diversas entidades (Sebrae, Federasul, Fiergs, Fecomércio, sindicatos e associações), universidades (Pucrs, Ufrgs, Uniritter, IPA, ESPM) e secretarias municipais. O comitê ainda conta com o apoio do governo estadual, via Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI). Segundo Deborah, a Lei de Inovação, implementada no ano passado, será utilizada para a captação e incentivo de projetos de economia criativa. “Além disso, fecharemos convênios com instituições que façam a formalização de empreendedores dos segmentos escolhidos”, revela a gestora.
Outra meta do comitê é praticar a transversalidade nas áreas da cultura, da tecnologia, do artesanato, do turismo, entre outros segmentos, aponta a gerente de projeto do Inovapoa, Carla Zitto. A demanda pelo processo, segundo ela, acompanha um movimento mundial. No Estado, a indústria criativa mais relevante é constituída por games e audiovisuais. Na área de inovação, destacam-se agências de publicidade, semicondutores e processamento de dados. Já na capital gaúcha, as secretarias de Turismo e de Cultura estão desenvolvendo núcleos de economia criativa. “Oferecemos uma nova modalidade de turismo, onde o visitante vivencia a cultura e o dia a dia da cidade”, exemplifica o titular da Setur, Luiz Fernando Moraes. Na pasta municipal de Cultura, o Laboratório de Coogestão (Coolab) reunirá – para trabalhar em conjunto nos próximos seis meses – diversos setores de economia criativa, como as áreas de cinema, fotografia e games, aponta o secretário adjunto Vinícius Cáurio.
Outras cidades do Brasil já investem neste sentido. O Observatório Brasileiro da Economia Criativa (Obec), implementado em 2012 pela Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura, tem o objetivo de identificar e mapear as diversas dimensões do setor no País.
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