terça-feira, 5 de novembro de 2013

A Economia Criativa · A ECONOMIA CRIATIVA DE ALDO CIBIC



Principal convidado de evento que acontece em São Paulo, o designer italiano fala com exclusividade a Casa e Jardim sobre criação e inovação nos negócios


Aldo Cibic (Foto: Divulgação)

A relação entre o homem e o espaço em que vive será o tema da palestra do italiano Aldo Cibic. O designer é um dos participantes mais esperados do Italia S/A – Festival da Economia Criativa, que ocorre em São Paulo, entre os dias 5 e 7 de novembro. O profissional é o criador do centro de pesquisas Cibic Workshop, referência em projetos de inovação no mundo. Ele lidera um time de jovens designers e arquitetos, sempre em busca de mapear os novos desejos do consumidor. Aqui no Brasil, Cibic participará de painel com mais dois profissionais: o economista italiano Enrico Cietta e o consultor de marketing internacional brasileiro Marcio Manoel dos Santos. Em entrevista exclusiva, o designer adianta algumas de suas ideias. Confira:

Casa e Jardim - O que agrega valor a um produto?
Aldo Cibic - Folheando os jornais, podemos ver tantas coisas bonitas, mas somente algumas delas de fato são produtos. O valor consiste em ser relativamente universal e, ao mesmo tempo, satisfazer diversos parâmetros, entre eles a beleza, o preço adequado e a durabilidade no tempo. É por esse motivo que, apesar da enorme oferta, os produtos de sucesso, na verdade, são poucos. Porque a química que está por trás deles não é assim tão fácil de alcançar.

CJ - O que a Itália tem de especial quando o assunto é design?
AC - Temos tradição, que começou a se tornar reconhecível nos anos 1970. Naquele momento, existiam jovens empreendedores, novos materiais e designers que originalmente eram arquitetos, com uma formação não essencialmente técnica. Foi talvez a própria combinação de valor humanístico e inovação tecnológica o motivo do sucesso da Itália naquele momento. Durante os anos, aconteceu um grande e contínuo aperfeiçoamento da qualidade graças aos artesãos e aos industriais, buscando produzir sempre o melhor.

+ Saiba mais sobre o Festival da Economia Criativa

CJ - Nos seus projetos, qual a importância de uma boa ideia inicial para o produto final?
AC - A boa ideia é fundamental. Tantas vezes é pura intuição, outras deriva do conhecimento de um novo material. Há ainda as que nascem de um processo muito longo e conturbado.

CJ - As empresas buscam muito compreender o modo de vida das pessoas. É esse o segredo para um produto de sucesso?
AC - Não acredito que seja somente um problema de compreensão, mas da capacidade de interceptar desejos inconscientes, embora seja sempre importante conhecer o público ao qual se destina.

+ Exposição com bolas de futebol acontece durante o Festival da Economia Criativa

CJ - Como identificar uma mudança no comportamento e criar um produto que satisfaça às exigências que, às vezes, nem sabemos que existem? Como “adivinhar” o que o consumidor quer?
AC - O fenômeno mais impressionante dos últimos anos é, sem dúvida, relacionado à inovação tecnológica. O acesso às infinitas possibilidades através de celulares e tablets representa, de fato, novas próteses. Um outro fenômeno do nosso período se refere a tudo aquilo que envolve a sustentabilidade. Os resultados vão desde o carro elétrico até a necessidade de ter a natureza mais próxima de si e, como consequência, de produtos relacionados à vida ao ar livre, a jardins domésticos. Estes são exemplos de criações a partir da observação de mudanças de comportamento. Desvendá-los é o trabalho do designer.

Serviço
Festival da Economia Criativa
Local: Lounge Bienal, Parque do Ibirapuera, São Paulo, SP
A relação entre o homem e o espaço: na cidade, na empresa, na loja, com Aldo Cibic,Marcio Manoel dos Santos e Enrico Cietta
Data: 7 de novembro
Horário: das 16h às 18h
Entrada gratuita, basta fazer cadastro no site
www.festivaleconomiacriativa.com.br



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