Capital intelectual como diferencial em um mercado cada vez mais concorrido. Essa é a aposta da economia criativa, segmento posicionado no cruzamento entre os setores artístico, de serviços e industrial. Com o tema “Fronteiras do empreendedorismo”, o Seminário Futura Trends, que ocorre hoje em Fortaleza, dá destaque à criatividade em debate sobre os desafios do mercado globalizado. Realizado pelo O POVO, o evento chega à quarta edição reunindo líderes de instituições diversas.
Consultora e palestrante internacional sobre indústrias e cidades criativas, Ana Carla Fonseca aponta que as economias começam a buscar alternativas para a briga por preço e passam a concorrer também por valor agregado, conseguindo um diferencial na criatividade. Ela destaca que a concorrência com grandes economias, como a China, tem feito o mercado internacional investir em outros atrativos. “Nos últimos vintes anos, o mercado vem padronizando serviços e produtos. É importante se diferenciar”, sugere.
Coordenador de economia criativa do Sebrae Ceará, Glauber Uchoa afirma que a maior busca por criatividade no mercado é fruto da mudança da chamada era industrial (onde o valor era baseado na produção das indústrias) para a era da informação. “A economia mais pujante da era da informação é a de serviços, e toda a economia criativa é baseada neles”, afirma Glauber, pesquisador sobre indústrias criativas há 10 anos.
No Futura Trends, o tema estará representado por André Maciel, chefe da Divisão de Difusão Cultural do Itamaraty. Maciel coordena projetos de economia criativa desenvolvidos por empreendedores nacionais, na busca por incentivar o desenvolvimento de intercâmbio entre países. Palestrante no painel “Brasil-China: oportunidades de investimentos”, André defende a indústria criativa também como ferramenta de diplomacia entre os países.
Artistas e cientistasAna Carla Fonseca pondera ser costume relacionar criatividade somente a artistas e cientistas. Esse paradigma, porém, é quebrado na medida em que outros profissionais vão buscando fundir cultura e conhecimento no cotidiano profissional. “O trabalhador criativo não é somente o gênio. Todos os profissionais são capazes de potencializar essa criatividade”, atesta.
Fonseca, que é ainda professora de pós-graduação em economia, cultura e cidades, relembra o caso de um barbeiro em São Paulo que reinventou o atendimento aos clientes. Simples ações, como servir chope aos frequentadores e promover promoções para grupos de amigos que vão juntos, foram o suficiente para manter a barbearia aberta. “São profissões que estão quase em desuso, mas que se recuperam pela (força da) criatividade”. Ela pontua ainda ser impossível “ser criativo sem ser curioso, incomodado” e completa: é preciso ser inquieto para se destacar no mercado.
“Inovação hoje é a base de sobrevivência para muitas empresas”, resume Glauber Uchoa. Em entrevista por telefone enquanto integrava a 24ª Convenção Nacional de Livrarias em São Paulo, o coordenador do Sebrae cita o mercado da leitura como exemplo. “O livro digital e os leitores de e-book são uma realidade e as livrarias devem inovar e repensar seu mercado. Quem mais fechou as portas foram as grandes livrarias, pois as pequenas estão justamente pensando em soluções para sobreviver e não focam seus negócios unicamente na venda de produtos”, diz.
SERVIÇO
Seminário Futura TrendsQuando: Hoje, a partir de 14h
Onde: La Maison Dunas (Av. Engenheiro Luis Vieira, 555 - Papicu)
Inscrições no local
Telefone: 3433 8464Site: http://seminariofuturatrends.com.br/
SAIBA MAIS
As indústrias criativas são definidas pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) como ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam a criatividade e o capital intelectual como principais insumos. Elas compreendem um conjunto de atividades baseadas no conhecimento que produzem bens tangíveis e intangíveis, intelectuais e artísticos, com conteúdo criativo e valor econômico.
Em 2012, o Ministério da Cultura (Minc) criou a Secretaria da Economia Criativa (SEC) para formular, implementar e monitorar políticas públicas para empreendimentos criativos brasileiros. A primeira secretária foi a cearense Cláudia Leitão. Hoje, quem assume a pasta é o comunicólogo Marcos André Carvalho.
O Seminário Futura Trends reúne dez palestrantes e os jornalistas Heródoto Barbeiro e Nazareno Albuquerque mediarão os painéis. O evento é uma realização da Fundação Demócrito Rocha e Grupo de Comunicação O POVO.
Corrigido: As inscrições podem ser feitas no local, e não como estava na versão anterior dessa matéria.
As indústrias criativas são definidas pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) como ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam a criatividade e o capital intelectual como principais insumos. Elas compreendem um conjunto de atividades baseadas no conhecimento que produzem bens tangíveis e intangíveis, intelectuais e artísticos, com conteúdo criativo e valor econômico.
Em 2012, o Ministério da Cultura (Minc) criou a Secretaria da Economia Criativa (SEC) para formular, implementar e monitorar políticas públicas para empreendimentos criativos brasileiros. A primeira secretária foi a cearense Cláudia Leitão. Hoje, quem assume a pasta é o comunicólogo Marcos André Carvalho.
O Seminário Futura Trends reúne dez palestrantes e os jornalistas Heródoto Barbeiro e Nazareno Albuquerque mediarão os painéis. O evento é uma realização da Fundação Demócrito Rocha e Grupo de Comunicação O POVO.
Corrigido: As inscrições podem ser feitas no local, e não como estava na versão anterior dessa matéria.
fonte: http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2014/08/25/noticiasjornalvidaearte,3303130/valor-criativo-seminario-futura-trends.shtml
Para saber mais sobre A Economia Criativa acesse cursosraizesculturais.com.br
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