sexta-feira, 8 de março de 2013

Sebrae em Minas Gerais lança espaço inédito no estado


O Centro de Referência em Economia Criativa – Casa do Empreendedor Criativo é um espaço idealizado pelo Sebrae em Minas Gerais,com o objetivo de oferecer suporte técnico e capacitação gerencial aos empreendedores do setor.Funcionará em uma antiga casa na Rua Santa Rita Durão,situada no Circuito Cultural Praça da Liberdade,em Belo Horizonte.A inauguração está prevista para meados de 2013.

O atendimento do Sebrae aos empreendedores da economia criativa será feito no local,onde também serão oferecidos cursos,palestras,oficinas e outros serviços de orientação e capacitação.

Segundo Regina Vieira,analista do Sebrae de Minas Gerais,o objetivo é proporcionar ao empreendedor o acesso fácil e abrangente a informações sobre leis,projetos e ações voltados para o fortalecimento dos diferentes segmentos que compõem a economia criativa.Os empreendedores desse setor dependem muito desse suporte para estruturarem suas carreiras,que precisam ser entendidas por eles como um negócio"ressalta.

O Centro de Referência em Economia Criativa faz parte da estratégia do Sebrae em Minas Gerais para estimular o setor.A criatividade é um grande catalisador econômico e a sustentabilidade dos negócios que orbitam esta economia contribuem para a promoção de um impacto extremamente positivo na imagem dos produtos e serviços brasileiros"avalia Regina.

Um dos projetos do Sebrae para o setor é o Música Independente na Região Metropolitana de Belo Horizonte,lançado em 2010. A iniciativa engloba consultorias individuais e coletivas,seminários e workshops com foco em mercado,gestão,inovação,empreendedorismo e governança.

Outro exemplo é o projeto Audiovisual em Cataguases e região,que prepara empreendedores para ocuparem um mercado em expansão na produção de conteúdos audiovisuais.

Universo criativo

Mais de 63 mil empresas e 4,6 milhões de trabalhadores.Este é o universo das empresas que atuam nos setores criativos no Brasil.A economia criativa,também chamada de economia do intangível,do simbólico,movimenta algo em torno de 104 bilhões de reais.De acordo com o levantamento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan,2008) as empresas do setor movimentam 2,84%do PIB brasileiro e 2%do PIB Mineiro.

Um levantamento realizado pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad,2010) dá conta de que o crescimento médio anual,dos últimos cinco anos,do núcleo dos setores criativos (6,13%) foi superior ao crescimento médio anual do PIB brasileiro (4,3%).

O valor do simbólico

A Secretaria da Economia Criativa (SEC),ligada ao Ministério da Cultura,define como setores criativos aqueles cujas atividades produtivas têm como processo principal um ato criativo gerador de um produto,bem ou serviço,cuja dimensão simbólica é determinante do seu valor,resultando em produção de riqueza cultural,econômica e social"

Os setores criativos no Brasil:

A Unctad,produziu o Relatório de Economia Criativa,que classifica os setores criativos em nove áreas,discriminadas em quatro categoriais:

Patrimônio- sítios culturais (arqueológicos,museus,bibliotecas e galerias) e manifestações tradicionais (arte popular,artesanato,festivais e celebrações);

Artes - artes visuais (pintura,escultura e fotografia) e artes performáticas (teatro,música,circo e dança);

Mídias- publicações e mídias impressas (livros,jornais e revistas) e audiovisual (cinema,televisão e rádio);

Criações funcionais- design (interior,gráfico,moda,jóias e brinquedos),serviços criativos (arquitetura,publicidade,P&D criativos,lazer e entretenimento) e novas mídias (softwares,jogos eletrônicos e conteúdos criativos digitais).

Se você é um profissional da arte se inscreva na agência virtual profissionaisdaarte.com

Para saber mais sobre A Economia Criativa acesse cursosraizesculturais.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário