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quarta-feira, 20 de maio de 2015

A força da economia criativa



A economia criativa é um dos setores que vem crescendo mais rápido no mundo, gerando renda e criando empregos. De acordo com Mapeamento da Indústria Criativa (2014), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), sob a ótica do mercado formal de trabalho, a indústria criativa possui mais de 890 profissionais. Aponta ainda que, de 2004 a 2013, o número de empregos formais neste setor cresceu 90%, bem acima do avanço de 56% do mercado de trabalho brasileiro nesse período.




Pela ótica da produção, o mencionado estudo, catalogou 251 mil empresas que formavam a indústria criativa no Brasil em 2013. Em 2004, este número era 148 mil. Na última década, foi registrado um crescimento de 69,1% de empresas. Com base na massa salarial destas empresas, estima-se que a indústria criativa brasileira gere um Produto Interno Bruto equivalente a R$ 126 bilhões, ou 2,6% do total produzido no Brasil em 2013. Desde 2004, o PIB da Indústria Criativa avançou 69,8% em termos reais.




Segundo as Nações Unidas, economia criativa são todas as atividades do setor que estão baseadas no conhecimento e produzem bens tangíveis e intangíveis, intelectuais e artísticos, com conteúdo criativo e valor econômico. A maior parte destas atividades vem dos setores de cultura, moda, design, música e artesanato. Mas também vem crescendo significativamente as atividades oriundas do setor de tecnologia e inovação. Também estão incluídas as atividades de televisão, rádio, cinema e fotografia.




Neste cenário, o Ceará se destaca na região Nordeste como o estado de maior representatividade da categoria criativa no mercado de trabalho formal, participando com mais 21 mil empregos. Entre as atividades de maior destaque neste setor está a moda, responsável por 14% dos empregos criativos cearenses. O maior percentual do país nesse segmento e mais de duas vezes superior ao patamar nacional (6,4%).

quinta-feira, 14 de maio de 2015

ONGs precisam planejar para ter crescimento sustentável



Um dos principais desafios hoje para a captação de recursos no terceiro setor é fazer um planejamento. O alerta foi feito por João Paulo Vergueiro, diretor executivo da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), durante o Festival ABCR, que ocorreu entre os dias 5 e 7 de maio, no Centro de Convenção Rebouças, em São Paulo, reunindo masterclasses, palestras e feira de expositores, com o objetivo de discutir os desafios e estratégias para a captação de recursos na sociedade civil.

Segundo Vergueiro, boa parte das ONGs trabalha com as despesas do dia a dia, com o básico para fechar as contas no fim do mês, principalmente quando elas são pequenas. “Mas é fundamental que elas parem e planejem, criem uma estratégia para sobreviver no médio e longo prazo”, afirma.

Após dar início ao planejamento de como obter os recursos necessários, Vergueiro aponta três elementos fundamentais para o sucesso de qualquer entidade: paciência, investimento e confiança na relação com os doadores. Paciência, porque a captação de recursos é um processo que leva tempo; investimento, porque você precisa levar a sua mensagem às pessoas certas para receber retorno, e isso demanda dinheiro; e confiança na relação com os doadores, porque a ONG precisa acreditar que defende uma causa importante o bastante para atrair outras pessoas, que podem demorar a chegar, mas com a estratégia correta chegarão uma hora.

O encontro abordou desde questões mais gerais, como a necessidade de se construir uma cultura de doação no país, até formas específicas de se fazer isso, como o diálogo direto com pessoas físicas e a captação com governo e empresas.

Ao todo, foram quase 500 participantes na edição de 2015, contando público e palestrantes. Para o diretor executivo da ABCR, “um festival como este é importante para a sociedade civil por mostrar esses caminhos, por promover a melhor maneira de elas alcançarem a sustentabilidade financeira delas.”

Troca de experiências

Participantes de várias regiões do Brasil marcaram presença no encontro. Um deles foi Daniel Antunes, do Grupo Luta Pela Vida, de Uberlândia, Minas Gerais.

O grupo construiu o Hospital do Câncer de Uberlândia e é responsável até hoje pela manutenção do local. Para isso, conta com o apoio financeiro de aproximadamente 45 mil pessoas físicas e 800 empresas. O método utilizado para atingir tanta gente? Na maioria das vezes, o telefone. “A nossa principal forma de contato é até hoje o telefone, com o serviço de telemarketing”, conta Antunes. Mas, como está cada vez mais complicado falar com as pessoas através do telefone fixo, a instituição já está em busca de novas formas de conquistar doadores para sua causa.

Outra pessoa que viajou para conhecer as diferentes maneiras de se captar recursos foi Jeanine Pacholski, de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Funcionária do Instituto Elisabetha Randon, criado por um grupo empresarial da região, Jeanine admite que não vivencia grandes obstáculos no dia a dia para conseguir empresas que aceitem financiar os projetos do instituto. Ainda assim, ela e a organização sem fins lucrativos que ela representa estão interessadas em conhecer as opções de captação disponíveis, não só para benefício direto da instituição, mas também para ajudar a disseminar esse conhecimento para outras ONGs gaúchas.

E nem só de integrantes diretos do terceiro setor o público do evento foi composto. A administradora Andrea Gama, de Salvador, na Bahia, é sócia da produtora Benditas, que trabalha no desenvolvimento de projetos culturais, sociais e esportivos, e decidiu participar do festival para entender a fundo a questão da captação e ver o que as organizações da sociedade civil têm a ensinar para empresas com preocupação social. “Acho que a troca entre o segundo e o terceiro setor é sempre muito importante”, diz.

A busca por pessoas

A preocupação em captar recursos financeiros é essencial para qualquer organização, mas é preciso buscar também outro tipo de recurso: o humano. “Às vezes, a gente fica pensando só em trazer patrocinador, trazer dinheiro, recurso material. Isso é fundamental, mas é muito importante envolver pessoas na história”, explica Felipe Mello, um dos fundadores da ONG Canto Cidadão e palestrante do Festival ABCR 2015.

De acordo com Mello, a maioria das entidades do terceiro setor nasce da vontade de algumas pessoas em fazer um trabalho social, mas que não têm fácil acesso a empresas que possam ajudar financeiramente. Assim, conquistar um grupo de pessoas que se interessem pela mesma causa e que aceitem trabalhar voluntariamente por ela ou ajudar com doações pode ser o primeiro grande passo. Foi assim com a própria Canto Cidadão.

O trabalho social que deu origem à instituição foi o Doutores Cidadãos, que começou com Mello e um amigo, Roberto Ravagnani. Após seus expedientes normais em empresas, eles se vestiam de palhaços e iam visitar voluntariamente idosos em hospitais e asilos públicos e filantrópicos. Com o tempo, o projeto foi conquistando outros voluntários e começou a crescer, até se tornar o que é hoje: uma ONG que já beneficiou cinco milhões de pessoas, através de diferentes ações de sensibilização para a cidadania, como palestras e programas de rádio e televisão, e atuação direta, com atividades artísticas e lúdicas em hospitais e escolas.

“O caminho é buscar pessoas. A partir de cada uma que se junta à sua causa, você tem a possibilidade de conhecer muitas outras e, assim, você vai criando conexões e crescendo”. Outra dica de Mello é fugir do discurso de “coitadinho” na hora de tentar mobilizar pessoas e empresas para a sua causa. Neste momento, é importante mostrar que há um projeto precioso sendo discutido, que promove a valorização da vida e trará benefícios para todos os envolvidos.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Aberto prazo para inscrição de projetos na Lei de Incentivo à Cultura do DF



Interessados têm até o fim de 2015 e concorrerão a um total de R$ 12 milhões previsto para este ano


Os interessados em inscrever projetos culturais a fim de receber recursos com base na Lei de Incentivo à Cultura do Distrito Federal (LIC-DF), podem fazê-lo a partir de hoje. O prazo termina em 31 de dezembro de 2015. Para este ano, o valor destinado para a Política de Incentivo à Cultura no DF é de R$ 12 milhões. A portaria que estabelece as regras para apresentação de projetos culturais foi publicada na edição do Diário Oficial do Distrito Federal desta segunda-feira (11).

Uma das principais mudanças para este ano é que os interessados não precisam mais apresentar três orçamentos na hora de inscrever o projeto cultural. Basta adotar os valores de mercado e justificar os itens previstos, que podem ser adequados aos valores aplicados por órgãos do governo. Outra mudança permite a utilização de diferentes fontes de recursos públicos para execução do projeto desde que, na prestação de contas, seja comprovado que não houve duplicidade de pagamentos. Por exemplo, o agente não pode pagar o aluguel de um palco com recursos da Lei de Incentivo à Cultura do DF e da Lei Rouanet. É preciso optar qual recurso será utilizado. Além disso, o agente cultural poderá utilizar recursos do próprio orçamento para pagar a elaboração do projeto.

A LIC amplia o investimento de capital privado na área cultural uma vez que, para acessar os recursos de incentivo fiscal, as empresas ou entidades interessadas devem participar do custeio dos projetos culturais no DF. Os interessados podem acessar no máximo R$ 120 mil de renúncia fiscal, entretanto ao contrário do previsto em 2014, podem apresentar projetos com valor global superior a esse, caindo seu percentual de isenção para 90%. Neste ano, o teto máximo para captação de recursos por agente cultural interessado em apresentar projetos é de R$ 600 mil, adequado ao valor permitido pela Lei. O prazo para análise de cada projeto cultural será de 50 dias.

Como Acessar

Qualquer profissional da cultura que tenha Cadastro de Ente e Agente Cultural – CEAC válido e que tenha Carta de Intenção de Incentivo de Incentivadora Cultural pode apresentar seu projeto junto a Secretaria de Cultura, com toda documentação solicitada na portaria.

Os incentivos fiscais serão concedidos, nos seguintes moldes:

· 100% de isenção fiscal em projetos de reforma, restauro e manutenção do patrimônio histórico e artístico do DF;

· 99% de isenção fiscal em projetos de até R$ 60 mil reais;

· 95% de isenção fiscal em projetos com valores entre R$ 60 mil e R$ 120 mil reais;

· Entre 80% e 90% de isenção fiscal nos projetos em que a empresa não utilizar seu nome, marca ou produto no nome do projeto;

· 40% de isenção fiscal caso a empresa utilize seu nome, marca ou produto no nome do projeto.

Serviço:

Veja lista das empresas habilitadas: http://www.cultura.df.gov.br/lei-de-incentivo/lic-para-proponentes.html


Fonte: Secretaria de Cultura do Distrito Federal

terça-feira, 7 de maio de 2013

Economia Criativa: Bertotti debate sobre Economia Criativa no Cine PE






O secretário executivo de Ciência e Tecnologia, José Bertotti, participou na tarde de quinta-feira (02), do debate promovido pelo Cine PE sobre Economia Criativa.

Na ocasião, também estiveram presentes, o presidente do Porto Digital, Francisco Saboya; o gerente de negócios da Joy Street, André Araújo, e a consultora e ex- secretária de Audiovisual/DF, Ana Santana.


José Bertotti (centro) chama atenção para a importância econômica da produção cultural. Foto: Ailton Pedroza/Sectec

Em sua explanação, Saboya agradeceu a parceria da Sectec no desenvolvimento do Porto Digital e, em especial, à implantação do Porto Mídia, que consiste num Centro de Empreendedorismo e Tecnologias da Economia Criativa. No local, serão abrigados empreendimentos nas áreas de design, jogos digitais, multimídia, cine-vídeo-animação, música e fotografia.

Segundo José Bertotti, Pernambuco está passando por transformações na área logística e industrial e o Governo do Estado tem tido um olhar para cadeia produtiva e identificado quais as habilidades de cada região.

O secretário destaca a necessidade da produção cientifica e tecnológica colaborar com um ambiente mais adequado para os negócios, lincando o ambiente da produção de conhecimento com a área empresarial. "É de extrema importância a formatação de políticas públicas que nao saiam somente da cabeça do governante, mas dos ambientes de inovação, numa ação conjunta", ressaltou.

Bertotti finalizou sua explanação afirmando que é primordial que a cultura , além de sua função social , seja um ativo econômico importante para a geração de emprego e renda.

Fonte: Sectec-PE

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terça-feira, 30 de abril de 2013

A Economia Criativa: Valorização da cultura corumbaense e economia criativa do Carnaval ganham espaço







A coordenadora do Projeto Tour da Experiência, Marcela do Nascimento, falou sobre como surpreender os visitantes, trabalhando com a emoção. O segundo dia do Fórum Regional de Desenvolvimento levou para Corumbá especialistas nacionais nas áreas de Economia da Experiência e Economia Criativa do Carnaval. Nesta sexta-feira (26), às 8 horas, a coordenadora do Projeto Tour da Experiência, Marcela do Nascimento, falou sobre como surpreender os visitantes, trabalhando com a emoção.

"Há o desafio de inovar, já que o cliente que retornar ao lugar espera sempre algo diferente, novo", diz. Segundo ela, para isso, o empresário deve promover a integração do turista aos elementos típicos da região. "Pode ser feita através da história, cultura, produtos locais da gastronomia, artistas, músicos, produtos locais; enfim, experiências únicas aliadas a ideias originais", explica.

Às 9h30 foi a vez dos participantes conferirem o Painel Economia Criativa do Carnaval, que trouxe Bruno Felippo, especialista na temática. "Devemos desmontar essa ideia de que a escola de samba tem que gastar muito para ser competitiva", garante.
Bruno Felippo falou sobre Economia Criativa do Carnaval.Felippo citou o caso da Unidos da Tijuca, campeã do carnaval 2012 do Rio de Janeiro, que, segundo ele, se reinventou graças à criatividade do carnavalesco Paulo Barros, garantindo o título mesmo com menos recursos que algumas concorrentes. "Investir não significa muito dinheiro, mas capital bem aplicado e amparado por planejamento e gestão. Quem trabalha nesta área tem que buscar a equação que alie paixão com a parte racional", conclui.Economia

De acordo com pesquisa da Fecomércio-MS, o período do Carnaval movimentou cerca de R$ 9 milhões neste ano, em Corumbá, mobilizando de 25 mil a 35 mil pessoas na cidade.

O estudo aponta ainda que os turistas gastaram em média R$ 237 por dia, fora hospedagem e a população da cidade média de R$ 92. Segundo o levantamento, no comércio houve acréscimo de 17,3% nas vendas e mais de 1,2 mil famílias encontraram uma ocupação temporária no período, sendo que escolas de samba e blocos empregaram em torno de 800 colaboradores. Somente os ambulantes movimentaram cerca de R$ 400 mil.

Desenvolvimento territorial

O Fórum Regional de Desenvolvimento é realizado pelas seguintes entidades que compõem o Sistema "S": Sebrae, Sistema Fiems (Sesi e Senai), Sistema Fecomércio (Sesc e Senac) e Sistema Famasul (Senar).

O evento, que teve início nesta quinta-feira e termina hoje, no Centro de Convenções do Pantanal, conta com o apoio da Assomasul, Associação Comercial e Empresarial de Corumbá, Banco do Brasil, BID, Fomin, Caixa Econômica Federal, MS Sem Fronteiras, TCE/MS e Prefeitura Municipal de Corumbá. A programação completa encontra-se no site www.ms.sebrae.com.br.

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

A Economia Criativa: Opção pela economia criativa









A cada ano, a criatividade e o capital intelectual movimentam US$ 3 trilhões em negócios e já são responsáveis por 10% da economia mundial. Para ampliar sua participação neste filão, Curitiba aposta na economia criativa, que inclui cultura, economia, tecnologia e sustentabilidade em seu leque de atividades.

"Nossa tarefa é fazer com que a cidade chegue ao modelo de Economia Criativa", diz a presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento, Gina Paladino. A ideia é distribuir pela cidade os benefícios que até recentemente eram destinados a conglomerados. O nicho econômico planejado tem como essência a valorização da cultura, elemento presente nas 13 áreas previstas de atuação: arquitetura, publicidade, design, artes, antiguidades, artesanato, moda, cinema e vídeo, televisão, editoração e publicações, artes cênicas e performáticas, rádio e softwares de lazer e música.

A estratégia municipal de transformação de Curitiba em uma smart city econômica é ousada, mesmo porque rompe com um modelo que tinha nos clusters - os aglomerados empresariais - o centro da atividade econômica. Em certas áreas, antigos clusters dão lugar a uma nova configuração. O caso clássico é o do Rebouças, distrito industrial curitibano por décadas. O antigo Moinho Paranaense foi transformado na charmosa sede da Fundação Cultural e a planta industrial do Matte Leão dará lugar a um gigantesco templo evangélico.

O caso da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) é bem diferente, mesmo porque concentra gigantes industriais como a Bosch e a Volvo. Ainda assim, esse cluster "ortodoxo" também dá sinais de flexibilidade. Gina Paladino observa que, já nos anos 1980, a CIC teve influência do movimento tecnológico direcionado à matriz produtiva de software, algo que, na época, era muito novo.

O Parque de Software, que atraiu indústrias do setor eletroeletrônico, seguiu com o fortalecimento da ideia do Tecnoparque, que saiu do papel em 2007. A ideia, então, era fugir dos limites da CIC, o que foi estimulado por benefícios em IPTU e ISS para a implantação de empresas na área que segue a Marechal Floriano Peixoto no sentido Rebouças. "O chamado ISS Tecnológico combina o zoneamento produtivo com a política urbana de zoneamento", observa Gina.

Ou seja: o grande projeto econômico de Curitiba para os próximos anos - tão ousado quanto a revolução urbana da década de 70 - pretende estimular e acelerar um movimento que já existe, que pode ser visto nos próprios clusters e em nossos designers, programadores, agitadores culturais, artistas, confeiteiros, arquitetos…

Plataforma

A aposta da agência para Curitiba está na "cidade digital", que só vai funcionar com a constituição de uma poderosa infraestrutura tecnológica baseada em meios digitais de alta capacidade de transmissão de dados e que tenha segurança e qualidade. "Essa será a porta e o elo para que Curitiba produza e faça valer os seus talentos sem barreiras físicas e geográficas", sintetiza Gina.

A partir da plataforma digital, diversos segmentos econômicos podem decolar. Arte, criação e artesanato são setores promissores em Curitiba para a difusão da economia criativa. "Temos talentos individuais reconhecidos e a missão de transformar os talentos em empreendimentos. Não há gargalos para competências e talentos com o suporte da dimensão tecnológica. Podemos produzir aqui ou atrair talentos e produções que possam ser complementados em Curitiba", projeta.

Inspiração

A proposta defendida por Gina Paladino se assemelha à do arquiteto inglês Richard Rogers, vencedor do prêmio Pritzker, para as áreas urbanas. Conhecedor de Curitiba, ele foi o responsável pela obra do Centro Georges Pompidou, em Paris, que transformou um museu de formato clássico e estanque em um dos pontos culturais mais vibrantes do mundo. "A cidade tem uma razão primária de ser que é para o encontro de pessoas. Para o encontro de pessoas e para fazer negócios e cultura. Então, se você não pode se encontrar, a cidade desmorona."

Curitiba, segundo Rogers, caminha na direção certa. "Achei Curitiba uma cidade humana, com seus parques, o sistema de ônibus expresso e qualidade de vida. Passei três dias emocionantes em Curitiba com Jaime Lerner e sua equipe. Jaime tem me ensinado muito como estruturar uma cidade existente. Curitiba é uma cidade modelo."

Ele prega que a cidade deve ser justa e ter uma boa distribuição econômica, o que rima com a proposta de uma economia criativa e democrática. "A distribuição de riqueza é um dos pontos-chave para uma cidade compacta. No fim, estamos falando de uma cidade sustentável e socialmente funcional. Uma cidade sustentável, socialmente viável."

Cuidado com a "criatividade de araque"

"Há a preocupação de especialistas em não se deixar levar pela ingenuidade de acreditar que tudo é economia criativa. Digamos que, tendo a criatividade como uma capacidade humana, todas as atividades estariam no limiar da economia criativa, mas não é bem assim", afirma Patrizia Bittencourt Pereira, do Comitê Gestor da Rede de Economia Criativa do Paraná (Redec). O diferencial da economia criativa, segundo ela, está em dimensão simbólica e isso não é tão evidente de ser captado em produtos, processos e cidades.

"A singularidade do processo é importante. Um exemplo é Berlim, que se organiza e dá espaço para que as pessoas revivam as dores do Holocausto de maneira reflexiva, valorizando a sua história, construindo a memória coletiva, conservando o patrimônio material e imaterial." Isso também acontece quando marcas se diferenciam com a abordagem de aspectos éticos e estéticos ou quando espaços ganham funções incomuns - como um restaurante familiar que agrega espaço para a literatura infantil.

Outra preocupação é a de cuidar para que a criatividade não vire moeda de negociação, de forma que não se permita que os talentos fujam do estado ou que sua criatividade seja apropriada por grupos empresariais, mas que sejam valorizados e retidos na região. "Assim, todos poderão beneficiar-se da tendência que vemos hoje. Ou seja: a sociedade de consumo se sofisticou e sinaliza a tendência de desejo por produtos de valor agregado cada vez maior", observa Patrizia.

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fonte: http://www.agencia.curitiba.pr.gov.br/

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Economia Criativa: Crédito barato para a economia criativa


A Agência de Fomento do Estado de Pernambuco (Agefepe) está ofertando crédito para a Economia Criativa, incentivando os segmentos priorizados pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico. O órgão está presente no estande do Governo do Estado na Forind NE, que acontece até a próxima quinta-feira (18), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.

As linhas de crédito são para investimento fixo, com juros de 0,75% ao mês mais a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), e para capital de giro, com juros mensais de 1.25% e prazo de até 12 meses. Quem optar pelo pagamento em 18 meses terá juros de 0,99% mais a TJLP. De acordo com o presidente da Agefepe, Agnaldo Nunes, os juros competitivos não são o único atrativo para os clientes. "Temos como oferecer mais agilidade na aprovação do financiamento do que os bancos tradicionais porque, como Agência de Fomento, temos condições próprias de atender clientes de diversos perfis", explica.

A partir deste ano, a agência amplia sua atuação, procurando atender não apenas as micro e pequenas empresas. A Diretoria de Operações já começa a financiar empresas que faturam entre R$ 360 mil e R$ 90 milhões.

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fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A Economia Criativa:Livro reúne Juca Ferreira e Gil



“Cultura pela Palavra” é o nome do livro que os ex-ministros da Cultura, no governo Lula, Gilberto Gil e Juca Ferreira, lançaram na última quarta-feira (10) no Rio de Janeiro. A obra, publicada pela Versal Editores, já teve seu lançamento em São Paulo, na semana passada.

Eles estiveram comandando a cultura brasileira entre os anos de 2003 e 2010 e fizeram um trabalho consistente. Descentralização dos recursos, atendendo regiões brasileiras para além do Sudeste, foi uma boa estratégia para a diversidade cultural do Brasil.

Juca e Gil também souberam conduzir discussões relevantes em torno de temas como a cultura digital e a economia criativa, assim como, os aspectos da legislação do audiovisual e o modelo de renúncia da Lei Rouanet.

Esses temas, entre outros, estão abordados em 19 artigos e entrevistas e mais 61 discursos. Mais do que conhecimentos técnicos envolvendo a cultura, ambos demonstraram um relativo jogo de cintura, politicamente falando, em várias ocasiões. Mas claro que nem todos hão de concordar com isso.

Juca Ferreira, que substituiu Gilberto Gil, motivou até uma articulação espontânea para que continuasse à frente do MinC, quando Dilma assumiu. Havia um certo clamor pela continuidade do trabalho que foi começado, mas os aspectos políticos pesaram mais, só para variar.

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fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/