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sábado, 4 de julho de 2015
30 filmes paulistas estreiam a partir de agosto com recurso estatal
Investimento de R$ 12,7 milhões para o mercado audiovisual foi feito através da Spcine; “Temos enorme potencial”, diz Haddad sobre cinema de SP
A Spcine, empresa estatal de fomento ao cinema, anunciou nesta quinta-feira (2) um investimento de R$ 12,7 milhões para o mercado audiovisual paulista. Os recursos da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo financiaram a produção e distribuição de 30 filmes, que serão exibidos em três mil salas em todo o Brasil entre o segundo semestre de 2015 e primeiro de 2016.
A lista de filmes que receberam apoio financeiro foi selecionada a partir dos editais das Linhas 2, 3 e 4, sendo que o resultado Linha 1 deve ser anunciado em outubro. O investimento contempla produções de pequeno, médio e grande orçamento.
Com aporte de R$ 2,95 milhões, a Linha 2 aprovou 19 longas-metragens. Com aporte de R$ 5,7 milhões, a Linha 3 aprovou sete projetos. Quatro foram os aprovados na Linha 4, voltada para distribuidoras de todo o País, desde que associadas a uma empresa paulista. O contrato prevê investimento de R$ 1 milhão. A lista completa de filmes pode ser conferida aqui.
Embora a lista da Spcine esteja consolidada, as inscrições não se encerraram completamente. Ainda há R$ 50 mil disponíveis para a Linha 2, voltada para distribuição para filmes de pequeno e médio porte, e R$ 250 mil para a Linha 3, de produção de longas-metragens. O programa ainda vai conceder investimento de R$ 7 milhões para a Linha 1 e o edital de conteúdo para TV e plataformas digitais receberá R$ 10 milhões do fundo.
Há possibilidade de retorno financeiro para a Spcine, que participará de receitas e bilheterias no cinema e em outras janelas, como internet, vendas internacionais e plataformas de Video On Demand (VOD), como o Netflix.
De acordo com o prefeito Fernando Haddad (PT), o cinema vai gerar emprego e a economia criativa passa pelo audiovisual. “A produção do filme vai gerar um mercado de trabalho importante. Temos um enorme potencial e queremos concorrer com o Rio de Janeiro”, disse.
Haddad ainda afirmou que o custo para investir no mercado audiovisual foi “muito barato” e abrangente, pelo fato de serem 30 filmes até agora. “O investimento foi apenas um terço do que foi gasto com a Fórmula Indy, que durou apenas duas horas.”
O secretário Nabil Bonduki lembrou a implantação do Circuito Spcine de Salas de Cinema, projeto que vai modernizar salas de cinema em CEUs e centro culturais da cidade. “Serão 20 salas distribuídas por toda a cidade, a maior parte em lugares onde não existe nenhuma sala de cinema”, comentou Bonduki.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
ONGs precisam planejar para ter crescimento sustentável
Um dos principais desafios hoje para a captação de recursos no terceiro setor é fazer um planejamento. O alerta foi feito por João Paulo Vergueiro, diretor executivo da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), durante o Festival ABCR, que ocorreu entre os dias 5 e 7 de maio, no Centro de Convenção Rebouças, em São Paulo, reunindo masterclasses, palestras e feira de expositores, com o objetivo de discutir os desafios e estratégias para a captação de recursos na sociedade civil.
Segundo Vergueiro, boa parte das ONGs trabalha com as despesas do dia a dia, com o básico para fechar as contas no fim do mês, principalmente quando elas são pequenas. “Mas é fundamental que elas parem e planejem, criem uma estratégia para sobreviver no médio e longo prazo”, afirma.
Após dar início ao planejamento de como obter os recursos necessários, Vergueiro aponta três elementos fundamentais para o sucesso de qualquer entidade: paciência, investimento e confiança na relação com os doadores. Paciência, porque a captação de recursos é um processo que leva tempo; investimento, porque você precisa levar a sua mensagem às pessoas certas para receber retorno, e isso demanda dinheiro; e confiança na relação com os doadores, porque a ONG precisa acreditar que defende uma causa importante o bastante para atrair outras pessoas, que podem demorar a chegar, mas com a estratégia correta chegarão uma hora.
O encontro abordou desde questões mais gerais, como a necessidade de se construir uma cultura de doação no país, até formas específicas de se fazer isso, como o diálogo direto com pessoas físicas e a captação com governo e empresas.
Ao todo, foram quase 500 participantes na edição de 2015, contando público e palestrantes. Para o diretor executivo da ABCR, “um festival como este é importante para a sociedade civil por mostrar esses caminhos, por promover a melhor maneira de elas alcançarem a sustentabilidade financeira delas.”
Troca de experiências
Participantes de várias regiões do Brasil marcaram presença no encontro. Um deles foi Daniel Antunes, do Grupo Luta Pela Vida, de Uberlândia, Minas Gerais.
O grupo construiu o Hospital do Câncer de Uberlândia e é responsável até hoje pela manutenção do local. Para isso, conta com o apoio financeiro de aproximadamente 45 mil pessoas físicas e 800 empresas. O método utilizado para atingir tanta gente? Na maioria das vezes, o telefone. “A nossa principal forma de contato é até hoje o telefone, com o serviço de telemarketing”, conta Antunes. Mas, como está cada vez mais complicado falar com as pessoas através do telefone fixo, a instituição já está em busca de novas formas de conquistar doadores para sua causa.
Outra pessoa que viajou para conhecer as diferentes maneiras de se captar recursos foi Jeanine Pacholski, de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Funcionária do Instituto Elisabetha Randon, criado por um grupo empresarial da região, Jeanine admite que não vivencia grandes obstáculos no dia a dia para conseguir empresas que aceitem financiar os projetos do instituto. Ainda assim, ela e a organização sem fins lucrativos que ela representa estão interessadas em conhecer as opções de captação disponíveis, não só para benefício direto da instituição, mas também para ajudar a disseminar esse conhecimento para outras ONGs gaúchas.
E nem só de integrantes diretos do terceiro setor o público do evento foi composto. A administradora Andrea Gama, de Salvador, na Bahia, é sócia da produtora Benditas, que trabalha no desenvolvimento de projetos culturais, sociais e esportivos, e decidiu participar do festival para entender a fundo a questão da captação e ver o que as organizações da sociedade civil têm a ensinar para empresas com preocupação social. “Acho que a troca entre o segundo e o terceiro setor é sempre muito importante”, diz.
A busca por pessoas
A preocupação em captar recursos financeiros é essencial para qualquer organização, mas é preciso buscar também outro tipo de recurso: o humano. “Às vezes, a gente fica pensando só em trazer patrocinador, trazer dinheiro, recurso material. Isso é fundamental, mas é muito importante envolver pessoas na história”, explica Felipe Mello, um dos fundadores da ONG Canto Cidadão e palestrante do Festival ABCR 2015.
De acordo com Mello, a maioria das entidades do terceiro setor nasce da vontade de algumas pessoas em fazer um trabalho social, mas que não têm fácil acesso a empresas que possam ajudar financeiramente. Assim, conquistar um grupo de pessoas que se interessem pela mesma causa e que aceitem trabalhar voluntariamente por ela ou ajudar com doações pode ser o primeiro grande passo. Foi assim com a própria Canto Cidadão.
O trabalho social que deu origem à instituição foi o Doutores Cidadãos, que começou com Mello e um amigo, Roberto Ravagnani. Após seus expedientes normais em empresas, eles se vestiam de palhaços e iam visitar voluntariamente idosos em hospitais e asilos públicos e filantrópicos. Com o tempo, o projeto foi conquistando outros voluntários e começou a crescer, até se tornar o que é hoje: uma ONG que já beneficiou cinco milhões de pessoas, através de diferentes ações de sensibilização para a cidadania, como palestras e programas de rádio e televisão, e atuação direta, com atividades artísticas e lúdicas em hospitais e escolas.
“O caminho é buscar pessoas. A partir de cada uma que se junta à sua causa, você tem a possibilidade de conhecer muitas outras e, assim, você vai criando conexões e crescendo”. Outra dica de Mello é fugir do discurso de “coitadinho” na hora de tentar mobilizar pessoas e empresas para a sua causa. Neste momento, é importante mostrar que há um projeto precioso sendo discutido, que promove a valorização da vida e trará benefícios para todos os envolvidos.
terça-feira, 17 de março de 2015
Como ganhar dinheiro sendo artista?: Boas Dicas
Dicas para ganhar dinheiro como artista
Dicas para ganhar dinheiro para artistas, designers e outros criativos.
http://www.gratisography.com/
Construa um portfólio
Não importa qual o seu trabalho, seja um artista plástico, fotógrafo, designer ou ilustrador, o portfólio é a ferramenta mais importante para mostrar o seu trabalho. Monte o seu portfólio pensando no tipo de trabalho que você quer ser contratado para fazer. Não coloque todos os seus trabalhos, apenas aqueles que você considera os mais importantes.
É uma boa ideia ter o seu portfólio em CD e alguma coisa impressa também caso precise mostrar alguma coisa sem uso do computador. Pode ser um catálogo das suas peças ou um livro. É uma boa ideia ter o seu portfólio também como um arquivo pdf caso precise enviar por e-mail.
Você pode construir o seu próprio site e também usar sites como:
Behance
Dropr
Carbonmade
DeviantArt
Flickr
500px (Fotografia)
Participe de concursos de arte, design, ilustração, etc
Concursos são ótimos para ganhar um dinheiro extra e para expor o seu trabalho ao mundo. Além disso você tem a chance de observar o trabalho de outros artistas e aprender muito com eles. Hoje em dia a maioria dos concursos são feitos via web e você pode inclusive votar e interagir com outros participantes.
Para ficar por dento do que está rolando, acompanhe blogs, sites e comunidades em redes sociais. Alguns sites são focados em concursos e competições como:
Graphic Competitions
Concursos Arte
Participe de comunidades de concursos
Sites de concursos de estampas de camisetas, por exemplo, funcionam como comunidades de troca de informações entre artistas e designers. Mesmo que você não ganhe o prêmio, você sai ganhando com o conhecimento adquirido. Algumas comunidades que você pode participar são:
Camiseteria
Ludici
Uzinga
Publique seu trabalho
Revistas, livros, jornais, sites e blogs estão sempre procurando por novos artistas para publicar os sues trabalhos. Procure se informar nos seus meios de comunicação favoritos e descubra como ser publicado. Alguns convidam os artistas, outros esperam que eles se apresentem.
Ter o seu trabalho publicado e comentado em algum lugar confere grande credibilidade ao artista. As pessoas pensam que o seu trabalho tem que ser bom de verdade para ter sido publicado ou comentado na mídia.
Participe de exposições
Uma grande oportunidade de mostrar o seu trabalho ao mundo e vender algumas peças. Existem tanto exposições coletivas, como festivais quanto exposições individuais em pequenas galerias ou museus. Conseguir uma exposição não é tão difícil como parece, basta se informar e reservar uma data. Informe-se na sua cidade ou região sobre como participar dessas exposições e acostume-se a fazer, no mínimo, uma exposição por ano.
Outra ideia a ser explorada são bares, restaurantes e cafés alternativos que aceitam fazer pequenas exposições dentro de seus espaços.
Crie um blog
Um blog funciona como uma ponte entre o seu trabalho e as outras pessoas. Nele as pessoas poderão ver você não só como um artista, mas poderão interagir com o seu mundo e conhecer a pessoa por trás do artista. Evite falar demais sobre você e procure escrever sobre o que você gosta de fazer, o seu trabalho, e divida conhecimentos.
O seu blog pode ser dentro do seu site ou em alguma outra plataforma. Algumas ferramentas gratuitas para construir o seu blog:
WordPress
Blogger
Tumblr
Medium
Use Redes Sociais
Hoje em dia quem não participa pelo menos de uma rede social, não existe! Explore as redes sociais para fazer novos contatos, conversar com outros artistas, informar-se sobre eventos e exposições do qual você pode participar e até mesmo aumentar as suas vendas adquirindo novos compradores do seu trabalho. No Facebook, inclusive, você pode até mesmo criar uma página para vender os seus trabalhos.
Venda sua arte online
Existem na internet dezenas de lojas virtuais que vendem a sua arte por você. Tudo que você precisa fazer é criar uma conta e enviar a sua arte. O pagamento é feito por meio de comissões por venda e você pode controlar os seus ganhos pelo site. Algumas dessas lojas que merecem ser citadas:
Society6
RedBubble
Artflakes
Zazzle
Promova-se fora da internet
Você pode criar diversos tipos de impressos para promover o seu trabalho, incluindo livros, catálogos, cartões de visita, panfletos e o que mais a sua imaginação e seu bolso permitirem. Distribua em lojas que vendem artigos relacionados à arte, design e decoração. Se você faz camisetas pode deixar alguns impressos em bares e escolas onde circulam bastante jovens. Se você pinta quadros, pode deixar seu material impresso em lojas de decoração. Isso permite que pessoas que não conhecem o seu trabalho via internet fiquem interessadas em visitar o seu site e adquirir os seus produtos.
fonte: https://medium.com/brasil-para-brasileirissimos/dicas-para-ganhar-dinheiro-como-um-artista-c116691fee84
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