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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Grande promoção com cursos grátis no portal Raizes Culturais






Promoção de verão



Grátis, uma palavra boa nos tempos de crise!!!!

O portal de cursos na área da cultura, www.cursosraizesculturais.com.br está realizando uma promoção muito interessante para seus alunos.

Para cada curso comprado, o portal oferece outro de igual valor ou valor inferior. O segundo curso é grátis .

O portal, um dos mais tradicionais na internet de cursos EAD, existente desde 2011, tem somente cursos a distancia, ou cursos "On line" como muitos prefere chamar

Ofertas do portal:
Curso de Produção de Vídeo
Curso de Produção de Cinema
Curso de Produção Executiva
Curso de Produção Cultural
Curso de Captação de Recursos
Curso de Mercado de Trabalho para Artistas

Esse último curso é muito interessante, pois ensina ao ator, músico, cantor a se profissionalizar e principalmente a promover o seu trabalho nas redes sociais. Ensina como usar o Facebook, o Twitter etc

Vale a pena aproveitar essa promoção

Cursos de Cinema Audiovisual EAD



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sábado, 4 de julho de 2015

30 filmes paulistas estreiam a partir de agosto com recurso estatal




Investimento de R$ 12,7 milhões para o mercado audiovisual foi feito através da Spcine; “Temos enorme potencial”, diz Haddad sobre cinema de SP





A Spcine, empresa estatal de fomento ao cinema, anunciou nesta quinta-feira (2) um investimento de R$ 12,7 milhões para o mercado audiovisual paulista. Os recursos da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo financiaram a produção e distribuição de 30 filmes, que serão exibidos em três mil salas em todo o Brasil entre o segundo semestre de 2015 e primeiro de 2016.



A lista de filmes que receberam apoio financeiro foi selecionada a partir dos editais das Linhas 2, 3 e 4, sendo que o resultado Linha 1 deve ser anunciado em outubro. O investimento contempla produções de pequeno, médio e grande orçamento.

Com aporte de R$ 2,95 milhões, a Linha 2 aprovou 19 longas-metragens. Com aporte de R$ 5,7 milhões, a Linha 3 aprovou sete projetos. Quatro foram os aprovados na Linha 4, voltada para distribuidoras de todo o País, desde que associadas a uma empresa paulista. O contrato prevê investimento de R$ 1 milhão. A lista completa de filmes pode ser conferida aqui.

Embora a lista da Spcine esteja consolidada, as inscrições não se encerraram completamente. Ainda há R$ 50 mil disponíveis para a Linha 2, voltada para distribuição para filmes de pequeno e médio porte, e R$ 250 mil para a Linha 3, de produção de longas-metragens. O programa ainda vai conceder investimento de R$ 7 milhões para a Linha 1 e o edital de conteúdo para TV e plataformas digitais receberá R$ 10 milhões do fundo.

Há possibilidade de retorno financeiro para a Spcine, que participará de receitas e bilheterias no cinema e em outras janelas, como internet, vendas internacionais e plataformas de Video On Demand (VOD), como o Netflix.

De acordo com o prefeito Fernando Haddad (PT), o cinema vai gerar emprego e a economia criativa passa pelo audiovisual. “A produção do filme vai gerar um mercado de trabalho importante. Temos um enorme potencial e queremos concorrer com o Rio de Janeiro”, disse.

Haddad ainda afirmou que o custo para investir no mercado audiovisual foi “muito barato” e abrangente, pelo fato de serem 30 filmes até agora. “O investimento foi apenas um terço do que foi gasto com a Fórmula Indy, que durou apenas duas horas.”

O secretário Nabil Bonduki lembrou a implantação do Circuito Spcine de Salas de Cinema, projeto que vai modernizar salas de cinema em CEUs e centro culturais da cidade. “Serão 20 salas distribuídas por toda a cidade, a maior parte em lugares onde não existe nenhuma sala de cinema”, comentou Bonduki.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Economia criativa - Iniciativas geram não só emprego e renda, mas desenvolvimento e bem-estar



Perestroika, em russo, significa reestruturação. O termo foi usado para nomear uma das medidas políticas implementadas em 1985 pelo então líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, cujo objetivo era reorganizar a economia da URSS. Perestroika é também o nome de uma escola brasileira de cursos livres e atividades criativas. Presente em Belo Horizonte desde o ano passado, ela integra um movimento que, nos últimos anos, vem se fortalecendo cada vez mais na cidade: o fomento à chamada economia criativa, por meio de uma série de cursos, encontros e atividades.




O conceito, que ganhou expressão e relevância a partir dos anos 2000, refere-se ao conjunto de atividades econômicas cujos principais insumos são a criatividade e o conhecimento, ou seja, dependem primordialmente de conteúdo simbólico e não de recursos materiais. Seu crescimento, de acordo com a Unesco, além de gerar emprego e renda, contribui com o bem-estar geral das comunidades, estimula a autoestima individual e a qualidade de vida, o que resulta em um desenvolvimento sustentável e inclusivo.

É por isso que, ao menos na raiz dos projetos, a Perestroika russa e a brasileira são semelhantes. Com a proposta de “fazer do mundo um lugar mais criativo, sensível, subversivo e do bem, por meio da educação”, a escola propõe uma reestruturação não só no modo com que as pessoas fazem negócios, mas na forma como se relacionam com o mundo.

Seus cursos são divididos em três linhas: criatividade e inovação; empreendedorismo e gestão; e “para a vida” e inspiração. Todos têm metodologia baseada na experiência e o intuito de tirar as pessoas de suas zonas de conforto. “Tem um monte de coisa errada por aí e a gente tem que questionar pra mudar. Quanto mais formos vetor de mudança, mais as coisas vão acontecer e acreditamos que a criatividade está no cerne disso, porque um de seus fundamentos é entender o problema. Quanto melhor o entendermos, melhor vai ser a solução”, explica Dudu Obregon, 25.

Ele, que é diretor de “whatever” da Perestroika, já demonstra na forma como se identifica a diferença no posicionamento da empresa. O uso da expressão em inglês, que significa “qualquer coisa”, é para deixar claro que ele está envolvido com todos os seus âmbitos. “Diretor é postura, é aquela pessoa que, se o bicho pegar, vai dar um jeito. E whatever é estar pronto pro que der e vier. Ninguém se restringe aos recursos humanos, o financeiro ou qualquer outro setor. Todo mundo na Perestroika é diretor de whatever”, explica.

Celeiro

A indústria criativa brasileira gerou um Produto Interno Bruto (PIB) equivalente a R$ 126 bilhões no ano de 2013, segundo o Mapeamento da Indústria Criativa, publicado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), no fim de 2014. De acordo com o estudo, 892,5 mil profissionais formais compõem esse mercado que, na análise, engloba as áreas do consumo, da cultura, das mídias e da tecnologia. Desse total, 78 mil estão em Minas Gerais e cerca de 33 mil em Belo Horizonte.

Os números são expressivos, mas o potencial mineiro é ainda maior. É nisso que acredita o publicitário Leandro Alvarenga, 28. “BH atualmente já é um polo criativo no Brasil. Temos iniciativas aqui extremamente relevantes, como o Grupo Corpo, o Galpão, Inhotim e o Núcleo de Design da Fiat, citando só alguns exemplos. Mas as pessoas envolvidas com esse universo muitas vezes não se conhecem e o restante do país ainda não olha pra cá como um celeiro criativo”, comenta.

Foi por conta disso que, em 2013, ele se juntou aos também publicitários Diego Rezende e Pedro Raslan para trazer para Belo Horizonte o CreativeMornings. Nascido em Nova York, em 2008, o evento se espalhou por 115 cidades ao redor do mundo. Sua proposta é simples: um café da manhã e uma curta palestra matinal, ambos gratuitos e abertos para qualquer interessado. “Pra que uma determinada área da economia possa florescer, ela precisa de gente se conhecendo”, justifica Leandro.

Em 20 edições, já trouxeram palestrantes com os mais diversos repertórios, para falar sobre temas completamente diferentes. De mobilidade urbana a humildade, passando por robótica, design, tendências, inovação e outros assuntos.

Em moldes similares, teve início, mês passado, o Cool Nights. Promovido pelo laboratório de conteúdo criativo CoolHow, é um “bate-papo + happy hour” mensal, que traz sempre um empreendedor local inspirador para contar sua história. Também gratuita e aberta ao público, a iniciativa faz parte de um conjunto de ações que pretende “transformar BH na cidade mais ‘cool’ do Brasil”, o Beagá Cool.

“Cool vem de legal, mas também é uma sigla para criativo, original, ousado e local”, explica Tiago Belotte, 29, diretor do CoolHow. “Nós temos novos negócios muito ousados e com conceitos totalmente inovadores. E, além disso, temos características tradicionais que, misturadas com criatividade e ousadia, também podem dar origem a coisas novas”.

Nascido há quatro anos, o CoolHow tem o conhecimento em seu cerne e o intuito de promover o pensamento inovador e a inspiração. Além do Beagá Cool, promove cursos e experiências de aprendizado e já trouxe para a capital eventos internacionais como o ciclo de conferências TEDx e o desafio de soluções sustentáveis Global Sustainability Jam.

Cidades criativas

O contexto urbano é o principal meio para o desenvolvimento da economia criativa porque depende da aglomeração tanto do capital quanto das pessoas. “Para as ideias fluírem, elas têm que circular e o meio urbano tem essa característica. Por outro lado, os próprios problemas urbanos como desemprego ou degradação do espaço público podem ser resolvidos por meio de estratégias da economia criativa”, explica a mestre em ciências econômicas pela UFMG e pesquisadora da área da economia criativa Bárbara Paglioto.

É por isso que, segundo ela, várias cidades do mundo têm adotado essas estratégias, que ajudam na construção de uma imagem positiva e no aumento do potencial turístico, por exemplo. No entanto, ela atenta para o fato de que elas também podem estimular o fenômeno da gentrificação, que é quando as camadas mais pobres são removidas de determinados espaços, em decorrência de sua valorização. “O discurso da economia criativa – que é muito mais um discurso do que uma coisa palpável – pode acabar valorizando só os pontos positivos e esconder um pouco o que está por trás disso”, comenta a pesquisadora.

Habilidade é exercitável

Tanto as propostas do CoolHow, quanto as da Perestroika e o CreativeMornings partilham da ideia de que criatividade é algo que se aprende e, mais do que isso, se exercita. “Nós acreditamos que as pessoas que não são criativas, na verdade, estão é enferrujadas”, comenta Tiago Belotte, diretor do laboratório de conteúdo criativo.

Cláudio Scianni, representante em Belo Horizonte da Lego Education – metodologia que associa robótica com os brinquedos de montar para promover uma nova forma de aprendizado – concorda. “Nós nascemos com a criatividade e, lamentavelmente, aprendemos a matá-la, por conta de convenções sociais ou para não sermos vistos como inadequados. Óbvio que, para vivermos em sociedade, precisamos respeitar certos parâmetros, mas não podemos deixar que isso nos limite a pensar cada vez mais aberto”, comenta.

O empresário, que foi o palestrante da 20ª edição do CreativeMornings, realizada na última quarta-feira, defende que propostas como essa sejam cada vez mais difundidas. “É isso que faz com que a gente de fato exerça a cidadania. As pessoas precisam de conhecimento, de se relacionar mais e de enxergar mais a realidade do outro e tudo isso acontece nesse tipo de evento. As pessoas ainda estão presas num modelo de educação, de sociedade, que é muito travado. E é ele que limita nossas possibilidades de crescimento”, diz.

Participante frequente do evento, a diretora de arte Catharina Bentos, 28, diz sair mais inspirada de cada edição a que vai. “No dia a dia do trabalho a gente fica repetindo mais ou menos as mesmas coisas, seguindo o mesmo caminho. Quando venho às palestras, vejo alguém fazendo algo completamente diferente do que eu faço, geralmente com viés empreendedor, e isso me faz repensar minha posição no mercado de trabalho e o que posso fazer para melhorar”, afirma.

Gerir é preciso

Mas nem só de criatividade vive a economia criativa. É por isso que, em janeiro de 2014, foi inaugurada no Circuito Cultural Praça da Liberdade a Casa da Economia Criativa, uma parceria entre o Sebrae-MG e o governo de Minas, que tem o propósito de tornar os empreendedores da economia criativa mais próximos do linguajar e das dinâmicas empresariais, por meio de cursos, palestras, oficinas e outros serviços de orientação e capacitação.

“Muitas vezes, acontece de grupos de teatro se desfazerem, músicos não conseguirem alcançar seu público, designers desistirem de trabalhar em suas áreas, porque não é só a criatividade que leva o empreendimento pra frente”, analisa Regina Vieira, coordenadora de economia criativa do Sebrae. “Nossa missão é mostrar para essas pessoas que é possível ter uma relação mais amigável com o mercado”.

Se os criativos ficarem atentos a isso, acredita Regina, as possibilidades em Belo Horizonte tendem a se multiplicar. “Belo Horizonte produz manifestações espontâneas muito legais, que não dependem de políticas públicas, como o Duelo de MCs, a Praia da Estação e outros movimentos que só tendem a crescer. Tem uma juventude cada vez mais na rua, nos espaços culturais, fazendo piqueniques nas praças, ou seja, se aproximando de um sentido de liberdade na cidade”.

Quando isso acontece, segundo Regina, e que a liberdade dá lugar à insegurança, as pessoas passam a conviver bem e ser felizes no lugar em que vivem. E o bom desempenho da economia criativa é agente disso. “Melhora a estética da cidade, a saúde, a política e, inevitavelmente, o dinheiro circula e surgem mais oportunidades para as pessoas”, conclui.

Criative-se!

CreativeMornings O café da manhã seguido de palestra é realizado mensalmente, a partir das 8h30, no MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal (praça da Liberdade, s/nº, prédio rosa). Acompanhe a programação das próximas edições e se inscreva para participar, gratuitamente, na página facebook.com/CreativeMorningsBH. Assista a edições anteriores em creativemornings.com/cities/bh

Perestroika A unidade belo-horizontina da escola tem cursos de moda, ilustração, comportamento, tendências da educação, gestão e liderança, futurismo e processos criativos. Saiba mais no site www.perestroika.com.br

Acompanhe também as atividades na Alfaiataria – espaço que mistura galeria de arte, coworking, bar, loja, estúdio de tatuagem e outras propostas, em www.alfaiataria.cc. Ou vá até lá: r. Santa Rita Durão, 153, Funcionários. Mas vá depressa porque em junho ela se desafaz

CoolHow Conheça os cursos que o laboratório de conteúdo oferece no site www.coolhow.com.br. Acompanhe a programação do Cool Nights, que acontece sempre no Galpão Benfeitoria (r. Sapucaí, 153, Floresta) e, no mês que vem, traz cervejeiro Paulo Patrus, na página facebook.com/beaga.cool. A partir de junho, o CoolHow começa também o projeto de bate-papo com vários convidados Linkers, também no MM Gerdau

Criatividade também em negócios tradicionais

Assim como criatividade se aprende, ela pode ser aplicada a qualquer tipo de empreendimento, inclusive os (aparentemente) tradicionais, como uma sorveteria. Designer de formação, Carlos Sia, 34, tornou-se sorveteiro, mas não abandonou seu passado. Muito pelo contrário. “A criatividade está desde o começo do sorvete, da produção, até a loja e a maneira como pensamos o futuro”, explica o empreendedor, que foi o primeiro convidado do Cool Nights, no mês passado.
Além dos sabores convencionais, ele trabalha com o que chama de “inspirações”, todas desenvolvidas com base em pesquisa gastronômica. Já fez, por exemplo, uma linha de memórias da infância, com sabores como palha italiana, beijinho e pavê da vovó. “Esse último, era minha sobremesa preferida quando eu era criança e acabou sendo o que fez mais sucesso. Não acho que foi por acaso, quando trabalhamos com a criatividade, a paixão que envolvemos chega até o cliente, ele é afetado pelo nosso afeto”, afirma.

Carlos foi o escolhido para abrir a programação do Cool Nights também por conta do “jeitinho mineiro” como acabou encontrando seu negócio. “Ele uniu o design à possibilidade de usar um recurso presente na família dele – o creme de leite fresco produzido na fazenda do seu pai – e a algo que ele gosta, que é o sorvete”, comenta Tiago Belotte, diretor do CoolHow, que promove o evento. “Ele abriu a loja na garagem dos pais, a fábrica no seu antigo quarto, com todo um envolvimento familiar. E hoje já ampliou, é um modelo de sucesso”.










segunda-feira, 18 de maio de 2015

Região do Porto se consolida como polo de economia criativa Área tem atraído designers, arquitetos, publicitários, empreendedores sociais e profissões afins



Rio - Enquanto as britadeiras e escavadeiras mostram o lado mais alardeado e barulhento da revitalização da Zona Portuária, uma segunda renovação se esconde por detrás das paredes dos sobrados centenários da região. Rapidamente, a área tem se consolidado como um polo de empresas na área de economia criativa, atraindo designers, arquitetos, publicitários, empreendedores sociais e profissões afins.

O burburinho que elas criaram já chamou a atenção da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), que está mapeando as iniciativas na área. Até agora, foram contabilizados mais de 200 agentes culturais.

“A renovação urbana não é apenas de obras, mas também de ideias. A mudança destas empresas representa isso”, diz Daniel Vam Lima, gerente de Desenvolvimento de Economia Social.

Fora as obras do Porto Maravilha, um dos atrativos da região é a oferta de sobrados espaçosos a preços bem mais modestos do que os praticados na Zona Sul — para quem está disposto a reformar, geralmente. Outra vantagem é o zoneamento da área, que permite a instalação de indústria e comércio, fator essencial para empresas que possuem maquinário para produzir peças.

Além de levar desenvolvimento econômico para a região, as empresas também carregaram ideias frescas e novas formas de fazer negócios. Um dos epicentros desta movimentação é a Goma, uma associação que reúne 23 empresas e 77 pessoas. O grupo surgiu a partir da ocupação de um casarão na Rua Senador Pompeu, no fim de 2013, e hoje já se espalhou por três sobrados, em uma área de 750 metros quadrados.
Mais do que um espaço de coworking, o Goma propõe um trabalho em rede, em que as empresas fomentam seus negócios mutuamente.

Em projetos maiores, uma recruta a outra, de forma que elas podem se adaptar a grandes ou pequenos negócios. “O faturamento aumenta, pois à medida que a trabalhamos juntos, podemos pegar projetos maiores que, sozinhos, não pegaríamos”, diz Vinícius Machado, 34, um dos fundadores da Goma e sócio da empresa de consultoria Carioteca.

A flexibilidade atraiu a empresária Marcella Mugnaini, 26, sócia da agência de marketing Up Line. Ela está reformando uma das áreas da Goma para se mudar com uma equipe de 15 pessoas. “Queremos atuar mais em rede, com uma estrutura menos fixa. Não acreditamos muito mais nesse modelo de megaestruturas”, diz.

A mudança da região lembra experiências internacionais, como Bilbao, na Espanha, e o Soho, em Nova York. Mas quem chegar tarde demais perderá o bonde da história. “A onda certa para surfar é a primeira”, diz Vinícius.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Economia Criativa: Como funciona o Proac/SP

Você teve a ideia de produzir um grande projeto de comunicação, mas falta alguém que acredite em seu trabalho? Saiba que o fiador da iniciativa pode ser o Governo do Estado de São Paulo. Com oPrograma de Ação Cultural (ProAC), o comunicador tem a oportunidade de participar de editais formados a partir das demandas da sociedade. Além do apoio governamental, o autor conta com um auxílio financeiro.


Programa incentiva diversos projetos de comunicação
Com oito anos de vida, a iniciativa coleciona projetos realizados na área. Um dos que mais atrai as atenções coletivas é o que envolve a produção de Histórias em Quadrinhos, os famosos “HQs”. Neste ano, serão selecionados vinte projetos para a criação e publicação dos cartoons, com o prêmio de R$ 40 mil a cada proposta contemplada, totalizando R$ 800 mil concedidos pelo concurso público.

À IMPRENSA, Antonieta Jorge Dertkigil – coordenadora do ProAC Editais – conta que a ação tem por objetivo aperfeiçoar e desenvolver segmentos que envolvem o espectro cultural. “Hoje, por exemplo, quando a gente fala de música, conseguimos dividi-la em três fases: uma voltada para a canção, outra para a música popular instrumental e outra para o gênero erudito”, afirma a executiva.

Os tópicos apresentados em cada documento de propostas são elaborados conforme as tendências do mercado e necessidades de produtos específicos, como uma telesérie, um das novas vertentes agraciadas pelo ProAC (veja mais abaixo). Para que se forme esse diálogo com a sociedade são realizadas reuniões com entidades e movimentos sociais, a fim de verificar suas expectativas e anseios.

Por outro lado, não é possível agradar a todos, mas o estímulo ao diálogo é considerado como um ponto positivo para a melhoria dos trabalhos da Secretaria de Cultura, diz Dertkigil. “O que a gente busca, formando as comissões, é que estes possam apresentar projetos que sejam viáveis. Nós tentamos, na medida do possível, fazer um acompanhamento de sua realização quando aprovado”.

A auditoria, se podemos assim dizer, é realizada através de um relatório que o beneficiado deve enviar informando como a proposta está se desenvolvendo. Outra forma estudada é o in loco, que funciona a partir de visitas esporádicas para auxiliar o autor no que for necessário. Ela é usada cotidianamente em estreias, temporadas e apresentações. “Hoje, a secretaria é um pouco enxuta”.

“Não conseguimos acompanhar os mais de seiscentos projetos, mas ficamos a disposição para”, acrescenta. Além de trabalhar com coletivos, o ProAC pretende fomentar a criação de conteúdos culturais no interior, por meio de uma cota, que, em alguns editais, abrange de 30% a 70% dos prêmios estipulados. “A produção no interior é muito criativa, diversa, e pulsante”, declara.

Entre os avanços destacados pela iniciativa, a diretora avalia como primordial a construção do debate com a sociedade. “Temos deixado as discussões cada vez mais abertas para que seja possível antes de definir os editais, valores e quantidade, promover uma interlocução com quem faz e com quem representa tais segmentos”. O auxílio financeiro é visto como um dos pontos a melhorar.

“[Queremos] atualizar valores dos editais para que se tornem factíveis com o valor definido, e tentar tornar viável a quantidade de prêmios, porque dependendo na demanda que se tem dentro dos editais, é preciso equilibrar um pouco a proposta com o número de participantes”. O ProAC, para ela, está em construção constante. “Acho que esse é o grande propósito do programa, não estagnar”.

Projetos voltados à comunicação

O profissional de comunicação que deseja aproveitar a oportunidade de obter um financiador de seu projeto pode conferir as seguintes propostas apresentadas nos últimos editais na iniciativa. É válido lembrar que, a cada dia novos documentos são publicados, o que faz com que um acompanhamento diário seja útil a quem está envolvido cotidianamente com a criação de ideias que abrangem a área.

- Publicação de livros – Coleção de Obras Inéditas Com o período de inscrições fechado no início deste mês, o edital promovia a publicação de uma obra literária em diferentes volumes como parte de uma mesma coleção em gêneros como prosa e/ou de poesia inéditas.

- Produção de telefilme O concurso tinha por objetivo dar cores a um roteiro de um telefilme para o público infantil e/ou juvenil. “É uma parceria com a TV Cultura”, conta Dertkigil. Na primeira etapa, foram selecionados dez projetos, que receberam o prêmio de R$ 40.000,00 cada um, para viabilizar seu desenvolvimento. O valor máximo deste edital chega a cerca de R$400.000,00.

Nele, está previsto a criação de uma obra audiovisual de ficção ou animação com 52 minutos de duração. Ela terá de ser gravada em alta definição, como se tivesse a pretensão de ser exibida na televisão. As propostas tiveram de considerar tópicos como “Excelência e originalidade do projeto”; “Qualificação do proponente e do roteirista” e “Viabilidade de realização do projeto”.

- Produção de telesérie Para o módulo de desenvolvimento de uma série de televisão inédita, o Programa de Ação Cultural disponibiliza apoio financeiro de R$1.080.000,00. Na primeira fase, foram selecionados 12 projetos, divididos em dois módulos: um que contempla seis iniciativas voltadas a formatos de ficção e animação e meia dúzia com foco no estilo de documentários.

“Entendemos que hoje, as emissoras de televisão precisam ter uma cota para fazer e estimular a produção nacional, como critério para fazer parte da programação local”, conta a diretora do ProAC.

A chamada Lei da TV Paga foi aprovada no Senado Federal e sancionada pela presidente Dilma em 2011. Esta legislação estabelece um mínimo de três horas e meia semanais dos conteúdos veiculados no horário nobre para programas brasileiros e a metade deverá ser produzida por produtora brasileira independente. O ProAC tenta aproveitar oportunidades como essa para alavancar uma série nacional.

- Produção de longa-metragem O concurso de apoio ao desenvolvimento de projetos de longa-metragem pretende beneficiar dez iniciativas ao cinema com formatos de ficção, documentário, animação ou misto, com o apoio financeiro estipulado em R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) cada.

- Ações de fomento ao audiovisual O ProAC pretende estimular o desenvolvimento de ações de fomento ao audiovisual com a manutenção e criação de trabalhos continuados na área de cinema, vídeo, TV e internet, como: pesquisa, formação, capacitação de profissionais, produção de obras e difusão nos diferentes meios disponíveis. “Todos [os editais] devem trazer o acesso à população, independente se for através de um meio de comunicação ou não”, afirma Antonieta Dertkigil.

- Produção de história em quadrinhos Neste ano, o programa escolheu cerca de 20 projetos que tem por objetivo desenvolver um HQ, com prêmios de R$ 40 mil para cada iniciativa. Elas devem ser projetadas como histórias longas ou tiras. Em todos os editais, a Secretaria da Cultura pede uma espécie de contrapartida. Neste caso, se definiu a cessão de exemplares e um plano de acessibilidade.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Curso de Produção de Cinema EAD


Não é novidade para ninguém a existência de cursos do tipo EAD, ensino a distancia, oferecidos pela internet.

Há sites de todos os tipos, como aqueles que oferecem 10.000 cursos on line de graça, outros só custam R$ 22.00 cada curso, outros se você pagar R$ 84.00 tem direito a mais de 1.000 cursos. Longe de depreciá-los, não vejo muito como acreditar na qualidade desse tipo de cursos on line....cursos on line de graça??? quanta generosidade......cursos on line por R$ 22.00...ou mais de 1.000 cursos por apenas R$ 84,00 ...é aquele ditado....esmola demais...o santo desconfia...mas quem sabe?

Mas em contrapartida há cursos on line que não deixam dúvidas sobre a sua qualidade, o seu comprometimento com a educação, muito deles feitos por universidades, faculdades, associações, ongs  ou profissionais com reconhecida capacidade e que respondem pela qualidade de seus cursos.
Nesse sentido existe um portal de cursos on line, na área da cultura, que me chamou atenção
http://www.cursosraizesculturais.com.br .Ele possui 6 cursos on line, ou EAD :

· Cursos de Produção de Cinema
· Cursos de Produção de Vídeo
· Curso de Produção Cultural
· Curso de Captação de Recursos
· Curso de Mercado de Trabalho
· Curso de Produção Executiva

Preços variam de R$ 140 a R$ 220.00 ( preços promocionais de lançamento)

Esses cursos são apresentados pelo cineasta Carlos Guimarães de Matos Jr , que já foi Presidente do Instituto Nacional de Cinema, Diretor da Embrafilme e Produtor da CIC ( Paramount. Carlos também foi fundador e Presidente do 1 Festival de Cinema de Gramado, alem de ter lecionado cinema, gestão cultural e captação de recursos em importantes universidades.

Cada curso tem várias matérias em texto e matérias em vídeo

Vale a pena conferir : http://www.cursosraizesculturais.com.br

Jean Paul Versiani, jornalista e produtor cultural
Publicado no Blog : Na mídia Hoje