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terça-feira, 2 de junho de 2015

Economia criativa - Iniciativas geram não só emprego e renda, mas desenvolvimento e bem-estar



Perestroika, em russo, significa reestruturação. O termo foi usado para nomear uma das medidas políticas implementadas em 1985 pelo então líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, cujo objetivo era reorganizar a economia da URSS. Perestroika é também o nome de uma escola brasileira de cursos livres e atividades criativas. Presente em Belo Horizonte desde o ano passado, ela integra um movimento que, nos últimos anos, vem se fortalecendo cada vez mais na cidade: o fomento à chamada economia criativa, por meio de uma série de cursos, encontros e atividades.




O conceito, que ganhou expressão e relevância a partir dos anos 2000, refere-se ao conjunto de atividades econômicas cujos principais insumos são a criatividade e o conhecimento, ou seja, dependem primordialmente de conteúdo simbólico e não de recursos materiais. Seu crescimento, de acordo com a Unesco, além de gerar emprego e renda, contribui com o bem-estar geral das comunidades, estimula a autoestima individual e a qualidade de vida, o que resulta em um desenvolvimento sustentável e inclusivo.

É por isso que, ao menos na raiz dos projetos, a Perestroika russa e a brasileira são semelhantes. Com a proposta de “fazer do mundo um lugar mais criativo, sensível, subversivo e do bem, por meio da educação”, a escola propõe uma reestruturação não só no modo com que as pessoas fazem negócios, mas na forma como se relacionam com o mundo.

Seus cursos são divididos em três linhas: criatividade e inovação; empreendedorismo e gestão; e “para a vida” e inspiração. Todos têm metodologia baseada na experiência e o intuito de tirar as pessoas de suas zonas de conforto. “Tem um monte de coisa errada por aí e a gente tem que questionar pra mudar. Quanto mais formos vetor de mudança, mais as coisas vão acontecer e acreditamos que a criatividade está no cerne disso, porque um de seus fundamentos é entender o problema. Quanto melhor o entendermos, melhor vai ser a solução”, explica Dudu Obregon, 25.

Ele, que é diretor de “whatever” da Perestroika, já demonstra na forma como se identifica a diferença no posicionamento da empresa. O uso da expressão em inglês, que significa “qualquer coisa”, é para deixar claro que ele está envolvido com todos os seus âmbitos. “Diretor é postura, é aquela pessoa que, se o bicho pegar, vai dar um jeito. E whatever é estar pronto pro que der e vier. Ninguém se restringe aos recursos humanos, o financeiro ou qualquer outro setor. Todo mundo na Perestroika é diretor de whatever”, explica.

Celeiro

A indústria criativa brasileira gerou um Produto Interno Bruto (PIB) equivalente a R$ 126 bilhões no ano de 2013, segundo o Mapeamento da Indústria Criativa, publicado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), no fim de 2014. De acordo com o estudo, 892,5 mil profissionais formais compõem esse mercado que, na análise, engloba as áreas do consumo, da cultura, das mídias e da tecnologia. Desse total, 78 mil estão em Minas Gerais e cerca de 33 mil em Belo Horizonte.

Os números são expressivos, mas o potencial mineiro é ainda maior. É nisso que acredita o publicitário Leandro Alvarenga, 28. “BH atualmente já é um polo criativo no Brasil. Temos iniciativas aqui extremamente relevantes, como o Grupo Corpo, o Galpão, Inhotim e o Núcleo de Design da Fiat, citando só alguns exemplos. Mas as pessoas envolvidas com esse universo muitas vezes não se conhecem e o restante do país ainda não olha pra cá como um celeiro criativo”, comenta.

Foi por conta disso que, em 2013, ele se juntou aos também publicitários Diego Rezende e Pedro Raslan para trazer para Belo Horizonte o CreativeMornings. Nascido em Nova York, em 2008, o evento se espalhou por 115 cidades ao redor do mundo. Sua proposta é simples: um café da manhã e uma curta palestra matinal, ambos gratuitos e abertos para qualquer interessado. “Pra que uma determinada área da economia possa florescer, ela precisa de gente se conhecendo”, justifica Leandro.

Em 20 edições, já trouxeram palestrantes com os mais diversos repertórios, para falar sobre temas completamente diferentes. De mobilidade urbana a humildade, passando por robótica, design, tendências, inovação e outros assuntos.

Em moldes similares, teve início, mês passado, o Cool Nights. Promovido pelo laboratório de conteúdo criativo CoolHow, é um “bate-papo + happy hour” mensal, que traz sempre um empreendedor local inspirador para contar sua história. Também gratuita e aberta ao público, a iniciativa faz parte de um conjunto de ações que pretende “transformar BH na cidade mais ‘cool’ do Brasil”, o Beagá Cool.

“Cool vem de legal, mas também é uma sigla para criativo, original, ousado e local”, explica Tiago Belotte, 29, diretor do CoolHow. “Nós temos novos negócios muito ousados e com conceitos totalmente inovadores. E, além disso, temos características tradicionais que, misturadas com criatividade e ousadia, também podem dar origem a coisas novas”.

Nascido há quatro anos, o CoolHow tem o conhecimento em seu cerne e o intuito de promover o pensamento inovador e a inspiração. Além do Beagá Cool, promove cursos e experiências de aprendizado e já trouxe para a capital eventos internacionais como o ciclo de conferências TEDx e o desafio de soluções sustentáveis Global Sustainability Jam.

Cidades criativas

O contexto urbano é o principal meio para o desenvolvimento da economia criativa porque depende da aglomeração tanto do capital quanto das pessoas. “Para as ideias fluírem, elas têm que circular e o meio urbano tem essa característica. Por outro lado, os próprios problemas urbanos como desemprego ou degradação do espaço público podem ser resolvidos por meio de estratégias da economia criativa”, explica a mestre em ciências econômicas pela UFMG e pesquisadora da área da economia criativa Bárbara Paglioto.

É por isso que, segundo ela, várias cidades do mundo têm adotado essas estratégias, que ajudam na construção de uma imagem positiva e no aumento do potencial turístico, por exemplo. No entanto, ela atenta para o fato de que elas também podem estimular o fenômeno da gentrificação, que é quando as camadas mais pobres são removidas de determinados espaços, em decorrência de sua valorização. “O discurso da economia criativa – que é muito mais um discurso do que uma coisa palpável – pode acabar valorizando só os pontos positivos e esconder um pouco o que está por trás disso”, comenta a pesquisadora.

Habilidade é exercitável

Tanto as propostas do CoolHow, quanto as da Perestroika e o CreativeMornings partilham da ideia de que criatividade é algo que se aprende e, mais do que isso, se exercita. “Nós acreditamos que as pessoas que não são criativas, na verdade, estão é enferrujadas”, comenta Tiago Belotte, diretor do laboratório de conteúdo criativo.

Cláudio Scianni, representante em Belo Horizonte da Lego Education – metodologia que associa robótica com os brinquedos de montar para promover uma nova forma de aprendizado – concorda. “Nós nascemos com a criatividade e, lamentavelmente, aprendemos a matá-la, por conta de convenções sociais ou para não sermos vistos como inadequados. Óbvio que, para vivermos em sociedade, precisamos respeitar certos parâmetros, mas não podemos deixar que isso nos limite a pensar cada vez mais aberto”, comenta.

O empresário, que foi o palestrante da 20ª edição do CreativeMornings, realizada na última quarta-feira, defende que propostas como essa sejam cada vez mais difundidas. “É isso que faz com que a gente de fato exerça a cidadania. As pessoas precisam de conhecimento, de se relacionar mais e de enxergar mais a realidade do outro e tudo isso acontece nesse tipo de evento. As pessoas ainda estão presas num modelo de educação, de sociedade, que é muito travado. E é ele que limita nossas possibilidades de crescimento”, diz.

Participante frequente do evento, a diretora de arte Catharina Bentos, 28, diz sair mais inspirada de cada edição a que vai. “No dia a dia do trabalho a gente fica repetindo mais ou menos as mesmas coisas, seguindo o mesmo caminho. Quando venho às palestras, vejo alguém fazendo algo completamente diferente do que eu faço, geralmente com viés empreendedor, e isso me faz repensar minha posição no mercado de trabalho e o que posso fazer para melhorar”, afirma.

Gerir é preciso

Mas nem só de criatividade vive a economia criativa. É por isso que, em janeiro de 2014, foi inaugurada no Circuito Cultural Praça da Liberdade a Casa da Economia Criativa, uma parceria entre o Sebrae-MG e o governo de Minas, que tem o propósito de tornar os empreendedores da economia criativa mais próximos do linguajar e das dinâmicas empresariais, por meio de cursos, palestras, oficinas e outros serviços de orientação e capacitação.

“Muitas vezes, acontece de grupos de teatro se desfazerem, músicos não conseguirem alcançar seu público, designers desistirem de trabalhar em suas áreas, porque não é só a criatividade que leva o empreendimento pra frente”, analisa Regina Vieira, coordenadora de economia criativa do Sebrae. “Nossa missão é mostrar para essas pessoas que é possível ter uma relação mais amigável com o mercado”.

Se os criativos ficarem atentos a isso, acredita Regina, as possibilidades em Belo Horizonte tendem a se multiplicar. “Belo Horizonte produz manifestações espontâneas muito legais, que não dependem de políticas públicas, como o Duelo de MCs, a Praia da Estação e outros movimentos que só tendem a crescer. Tem uma juventude cada vez mais na rua, nos espaços culturais, fazendo piqueniques nas praças, ou seja, se aproximando de um sentido de liberdade na cidade”.

Quando isso acontece, segundo Regina, e que a liberdade dá lugar à insegurança, as pessoas passam a conviver bem e ser felizes no lugar em que vivem. E o bom desempenho da economia criativa é agente disso. “Melhora a estética da cidade, a saúde, a política e, inevitavelmente, o dinheiro circula e surgem mais oportunidades para as pessoas”, conclui.

Criative-se!

CreativeMornings O café da manhã seguido de palestra é realizado mensalmente, a partir das 8h30, no MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal (praça da Liberdade, s/nº, prédio rosa). Acompanhe a programação das próximas edições e se inscreva para participar, gratuitamente, na página facebook.com/CreativeMorningsBH. Assista a edições anteriores em creativemornings.com/cities/bh

Perestroika A unidade belo-horizontina da escola tem cursos de moda, ilustração, comportamento, tendências da educação, gestão e liderança, futurismo e processos criativos. Saiba mais no site www.perestroika.com.br

Acompanhe também as atividades na Alfaiataria – espaço que mistura galeria de arte, coworking, bar, loja, estúdio de tatuagem e outras propostas, em www.alfaiataria.cc. Ou vá até lá: r. Santa Rita Durão, 153, Funcionários. Mas vá depressa porque em junho ela se desafaz

CoolHow Conheça os cursos que o laboratório de conteúdo oferece no site www.coolhow.com.br. Acompanhe a programação do Cool Nights, que acontece sempre no Galpão Benfeitoria (r. Sapucaí, 153, Floresta) e, no mês que vem, traz cervejeiro Paulo Patrus, na página facebook.com/beaga.cool. A partir de junho, o CoolHow começa também o projeto de bate-papo com vários convidados Linkers, também no MM Gerdau

Criatividade também em negócios tradicionais

Assim como criatividade se aprende, ela pode ser aplicada a qualquer tipo de empreendimento, inclusive os (aparentemente) tradicionais, como uma sorveteria. Designer de formação, Carlos Sia, 34, tornou-se sorveteiro, mas não abandonou seu passado. Muito pelo contrário. “A criatividade está desde o começo do sorvete, da produção, até a loja e a maneira como pensamos o futuro”, explica o empreendedor, que foi o primeiro convidado do Cool Nights, no mês passado.
Além dos sabores convencionais, ele trabalha com o que chama de “inspirações”, todas desenvolvidas com base em pesquisa gastronômica. Já fez, por exemplo, uma linha de memórias da infância, com sabores como palha italiana, beijinho e pavê da vovó. “Esse último, era minha sobremesa preferida quando eu era criança e acabou sendo o que fez mais sucesso. Não acho que foi por acaso, quando trabalhamos com a criatividade, a paixão que envolvemos chega até o cliente, ele é afetado pelo nosso afeto”, afirma.

Carlos foi o escolhido para abrir a programação do Cool Nights também por conta do “jeitinho mineiro” como acabou encontrando seu negócio. “Ele uniu o design à possibilidade de usar um recurso presente na família dele – o creme de leite fresco produzido na fazenda do seu pai – e a algo que ele gosta, que é o sorvete”, comenta Tiago Belotte, diretor do CoolHow, que promove o evento. “Ele abriu a loja na garagem dos pais, a fábrica no seu antigo quarto, com todo um envolvimento familiar. E hoje já ampliou, é um modelo de sucesso”.










quinta-feira, 21 de março de 2013

Especialistas mundiais discutem Economia Criativa

Capital de Rondônia será sede de importante evento econômico estratégico, o I Seminário de Economia

Criativa e Desenvolvimento Urbano.








Porto Velho, Rondônia – 16 de março de 2013 – A economia criativa é, segundo tendências mundiais, o grande motor do desenvolvimento no século XXI (segundo a ONU, setores criativos são responsáveis por 10% do PIB mundial), pois além de promover o desenvolvimento sustentável e humano, impulsiona o setor gerando mais competitividade através da “culturização dos negócios”. Diante deste cenário promissor, a agência ECO Eventos juntamente com a Associação dos Amigos da Leitura, Corecon-RO e IDECS-RO, promovem o I Seminário de Economia Criativa e Desenvolvimento Urbano, que será realizado nos dias 14 e 15 de maio próximo, no Auditório do Golden Plaza Hotel em Porto Velho (RO), Durante o evento, pesquisadores, especialistas, empresários e acadêmicos de todo o Brasil poderão trocar experiências e dividir conhecimentos sobre conceitos básicos da economia criativa e temas como, economia criativa na América Latina, produção associada ao turismo, empreendedorismo criativo, design sustentável, entre outros.


Para quem possui pouco ou nenhum contato com a Economia Criativa, o evento pretende disseminar seus conceitos básicos, como e porque ela permite o Desenvolvimento Sustentável, processos que a caracterizam, como implementá-la (de onde partir, onde se pode chegar), exemplos de cases (cidades, municípios, etc.), como surgiu historicamente. Pretendemos ainda fomentar a indústria criativa local, apenas para citar alguns exemplos, em Rondônia os eventos culturais e de negócios tem uma contribuição importante para os processos de transformação e desenvolvimento local (feiras agropecuárias, feiras de negócios, bois-bumbás, arraial Flor de Maracujá, festa do Divino, festa do Jerico, festa da melancia, festival de pesca, festival de cinema, blocos carnavalescos, etc.), mas infelizmente não recebem a devida atenção.


O conceito de Economia Criativa discutido atualmente nasceu na Austrália no início da década de 90 e ganhou impulso quando o governo inglês, no fim da mesma década, promoveu de forma estruturada um plano de desenvolvimento estratégico para 13 setores da chamada Economia criativa, são eles: Propaganda, arquitetura, artes e antiguidades, artesanato, design, moda, cinema e vídeo, música, artes cênicas, editoração (revistas, livros, jornais e web), softwares, rádio e TV.


O evento vai contar com grandes nomes da economia criativa mundial, entre eles, Dra. Lala Deheinzelin, especialista mundial em Economia Criativa & Desenvolvimento Sustentável, criou e coordena o movimento internacional Crie Futuros (http://laladeheinzelin.com.br), e Luiz Alberto Machado – Economista, Mestre em Criatividade e Inovação - Creative Education Fundation / Univ. Fernando Pessoa-Portugal, Especialista em desenvolvimento da América-Latina pela Boston University - Diretor da FAAP-SP e Vice-presidente do COFECON (Conselho Federal de Economia).


Serviço: I Seminário Economia Criativa e Desenvolvimento Urbano
Data: 14 e 15 de maio
Local: Golden Plaza Hotel
Endereço: Av. Jorge Teixeira, 810 – Nova Porto Velho – Porto Velho-RO.
Horário: 14/05 (08h00 às 18h30) 15/05 (08h00 às 19h30)
Informações pelos telefones: (69) 3223-9409 (69) 8125-7562

Inscrições pelo site: www.evenka.com.br/economiacriativa

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segunda-feira, 18 de março de 2013

ANCINE lança pacote de editais de incentivo à coprodução com quatro países



Concursos realizados em parceria com instituições da Argentina, Portugal, Uruguai e Itália investirão R$ 4 milhões em 16 projetos de longa-metragem



A ANCINE abre nesta segunda-feira, dia 18, as inscrições para três editais de coprodução com Argentina, Uruguai e Portugal, além de um edital de desenvolvimento de projetos em parceria com a Itália. No total serão investidos, pela ANCINE e pelas instituições correspondentes dos demais países envolvidos, R$ 4 milhões na produção de dez projetos de longa-metragem e no desenvolvimento de outros seis.


Os editais com Argentina, Uruguai e Portugal preveem concursos para a concessão de apoio financeiro a projetos de produção de longas-metragens dos gêneros ficção, documentário ou animação, cujas filmagens ainda não tenham sido iniciadas até a data de abertura das inscrições. No Brasil concorrem projetos apresentados por produtoras brasileiras que participem na condição de coprodutoras minoritárias. Projetos de coprodução com participação majoritária brasileira devem ser apresentados pelos sócios locais na Argentina, Uruguai e Portugal.


Com o Uruguai e a Argentina, os editais acontecem pelo terceiro ano consecutivo. No caso da Argentina, serão selecionados dois projetos de coprodução majoritariamente brasileiros, e dois projetos majoritariamente argentinos. Cada projeto selecionado receberá, em moeda local, recursos de valor correspondente a 250 mil dólares. As inscrições na Argentina são feitas através do Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales – INCAA.


Já o concurso relativo ao Uruguai contemplará dois projetos, sendo um majoritário de cada país, e cada um deles receberá o equivalente a 150 mil dólares. No Uruguai, a instituição responsável pelo edital é o Instituto do Cinema e do Audiovisual do Uruguai – ICAU.


Já o edital de coprodução com Portugal retoma, após hiato de um ano, a mais antiga e tradicional parceria desse tipo mantida pela ANCINE. Em moldes parecidos com os acordos com os países sul-americanos, a ANCINE e o Instituto do Cinema e do Audiovisual – ICA investirão, em moeda local, um total correspondente a 600 mil dólares em quatro projetos, dois deles com participação majoritária de produtoras brasileiras, e dois com participação majoritária portuguesa.


Finalmente, o acordo com a Itália diz respeito ao apoio para desenvolvimento de projetos com potencialidade para coprodução entre os dois países. É a segunda vez que a ANCINE e a Direzione Generale per Il Cinema da Itália estabelecem um programa conjunto desse tipo. O edital contemplará um total de seis projetos, sendo três a serem escolhidos pela ANCINE e três pelos italianos. No total, caberá às duas entidades um aporte de 160 mil euros (convertidos em moeda local) a serem utilizados para o desenvolvimento dos projetos de coprodução. A ANCINE escolherá dois projetos de autores iniciantes, cada um beneficiado com 25 mil euros, e um projeto de autor não iniciante que receberá 30 mil euros. De acordo com a definição do edital, é considerado autor iniciante aquele que teve produzido, no máximo, um roteiro de sua autoria ou dirigido, no máximo, uma obra de longa-metragem.


O lançamento dos editais vai ao encontro da competência legal da agência no que diz respeito a articular-se com órgãos e entidades voltados ao fomento da produção, da programação e da distribuição de obras cinematográficas e videofonográficas dos Estados membros do Mercosul e demais membros da comunidade internacional.


O prazo de inscrição para os quatro editais se encerra no dia 2 de maio de 2013. Os projetos devem ser encaminhados em envelope lacrado, por portador ou serviço de encomenda expressa para o endereço do Escritório Central da ANCINE. Os regulamentos dos concursos, os formulários e a documentação necessária para a inscrição podem ser consultados nos links abaixo para os editais e seus anexos.



Edital de coprodução Brasil-Argentina 2013
Anexo I - Requerimento de Inscrição
Anexo II - Termo de Concessão
Anexo III - Documentação Brasil-Argentina
Anexo IV - Documentação de Reconhecimento Prévio
Cronograma Brasil-Argentina



Edital de Desenvolvimento Brasil-Itália 2013

Anexo I - Formulário de Inscrição do Projeto

Anexo II-A – Minuta de Termo de Concessão de Apoio Financeiro Linha A

Anexo II-B – Minuta de Termo de Concessão de Apoio Financeiro Linha B

Cronograma Brasil-Itália



Edital de Coprodução Brasil-Portugal 2013

Anexo I - Requerimento de Inscrição de Projeto

Anexo II - Termo de concessão

Cronograma Brasil-Portugal



Edital de Coprodução Brasil-Uruguai 2013
Anexo I - Requerimento de Inscrição
Anexo II - Termo de Concessão
Anexo III - Documentação de Reconhecimento Prévio
Cronograma Brasil-Uruguai


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fonte: ancine.com.br

quarta-feira, 6 de março de 2013

Conheça a economia criativa e veja 5 dicas para empreender na área 07/02/2013 - 06h00 | do UOL


Economia Aumentar tamanho da letra Diminuir tamanho da letra Compartilhar Imprimir Enviar por e-mail ComenteDivulgação David Bergamasco, Marcelo Roncatti, Vanessa Queiroz e Fabio Couto, são sócios no estúdio de design Colletivo Larissa Coldibeli Do UOL, em São Paulo Pequenas empresas que dependem do talento e da criatividade de seus fundadores e funcionários fazem parte de um novo segmento da economia, cada vez mais comentado, a economia criativa. 

Essas empresas que transformam criação em produtos e serviços estão distribuídas em 13 áreas: arquitetura, publicidade, design, artes e antiguidades, artesanato, moda, cinema e vídeo, televisão, editoração e publicações, artes cênicas, rádio, softwares de lazer e música. “São áreas em que a qualidade e o valor do trabalho dependem do talento das pessoas que o fazem, e não do tamanho da empresa e da quantidade de capital que ela possui”, afirma Manuel Muller, professor responsável pelo curso de gestão de negócios para empresas criativas, da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado). Por um lado, é mais simples iniciar um negócio nas áreas da economia criativa, já que não é necessário um grande capital inicial. As empresas da economia criativa já movimentam R$ 381 milhões, ou 2,6% do PIB brasileiro, segundo mapeamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). Convencer pessoas do preço de uma ideia é dificuldade dos empreendedores 

Ainda de acordo com o estudo, o segmento concentra profissionais jovens, instruídos e bem remunerados. Nas indústrias criativas, os salários são 42% acima da média nacional. Porém, uma dificuldade do setor é calcular o valor de uma ideia ou de um produto totalmente novo para oferecê-lo a um investidor ou cliente. 5 dicas para empreender na economia criativa 

1 Tenha um propóstio Entenda a necessidade das pessoas para oferecer um produto ou serviço que tenha relevância. Não pense primeiro no dinheiro, o lucro é consequência. 

2 Tire sua ideia do papel Boas ideias não viram negócios sozinhas. Planeje, pesquise e implemente. Pense num produto simples e viável, que possa ganhar escala. 

3 Crie um protótipo Com a internet, é possível lançar um produto sem que ele esteja completamente finalizado, aperfeiçoá-lo e corrigindo de acordo com o retorno dos usuários. Assim, ele chega ao mercado já testado e as chances de dar errado são menores. 

4 Use métricas Mensure o impacto do que está criando. Trabalhe com pesquisas qualitativas e quantitativas, pois os investidores estão acostumados a número e resultados. 

5 Capacite-se em gestão Nem sempre um empreendedor criativo é um bom administrador. Estude sobre gestão ou cerque-se de pessoas com conhecimentos complementares. 

A empreendedora Vanessa Queiroz, uma das sócias do estúdio de design Colletivo, sente na pele esse desafio, comum a todos os empreendedores criativos. “As pessoas têm mania de querer soluções imediatas. Os clientes querem inovações, mas querem determinar o preço que pagarão e o prazo de entrega antes da criação. Mas, não dá para trabalhar assim. É uma briga diária. Existe um tempo de pesquisa, de maturação da ideia”, declara. O design é considerado o setor criativo mais importante porque é multidisciplinar – está presente na arquitetura, na moda, na publicidade, nos softwares, entre outros. Segundo Queiroz, o design ajuda empresas a se diferenciarem no mercado, já que existem tantos produtos similares. E o mercado está crescendo. “Hoje somos procurados por construtoras que vão lançar empreendimentos imobiliários, o que era impensável anos atrás.” O professor da Fecap diz que o assunto é muito discutido atualmente porque os governos perceberam que essas atividades geram empregos e riquezas para o país. “Se um produto criativo faz sucesso, se tem um diferencial ou cria um estilo diferente, ele gera valor adicionado às exportações de um país. Na Alemanha, por exemplo, a economia criativa gera mais receita que a indústria farmacêutica”, declara. 

No Brasil, já existe a Secretaria da Economia Criativa, vinculada ao Ministério da Cultura, que oferece benefícios para micro e pequenos empreendimentos criativos. Negócios criativos têm propósito além do lucro Juliana Proserpio, co-fundadora e diretora da escola de inovação Design Thinking, defende que os jovens não querem mais trabalhar em grandes empresas e, sim, ter liberdade para criar e sentir que o trabalho que desempenham é importante para a sociedade. Ela dá dicas para quem quer empreender na economia criativa. “O negócio tem que ter um propósito, tem que melhorar ou facilitar a vida das pessoas de alguma forma. Não adianta pensar no dinheiro em primeiro lugar, ele é consequência.” Proserpio diz que o mercado está cheio de boas ideias, mas que os empreendedores precisam tirá-las do papel, fazer sua implementação e colocar o negócio para rodar. Para atrair investidores para a empresa, é necessário se preparar ainda mais. “Há pessoas que não enxergam o valor do intangível, então, é importante usar métricas para medir o impacto do que se está criando. Trabalhar com pesquisas qualitativas e quantitativas, pois os investidores estão acostumados a número e resultados. Tem que aprender a falar a linguagem deles”, recomenda. Internet permite criação de protótipos Tiago Mattos, publicitário e fundador da Perestroika, escola de criação, diz que a internet permite um modelo de negócios novo, que poupa o tempo do planejamento estratégico. “É possível lançar um produto sem que ele esteja completamente finalizado, ir aperfeiçoando e corrigindo de acordo com o retorno das pessoas. Isso permite uma competição mais justa, porque não necessita de capital muito grande para lançamento”, afirma. De acordo com Mattos, a criatividade não se restringe aos profissionais das áreas integrantes da economia criativa e todos os setores podem mudar seu jeito de trabalhar. “Há demandas e possibilidades em todas as áreas. Na saúde, por exemplo, poucas mudanças ocorreram até agora, mas com o advento da inteligência artificial, que dará prognósticos mais precisos, haverá mudanças na relação entre médico e paciente. É um mercado potencial.”

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/economia/2013/02/07/conheca-a-economia-criativa-e-veja-5-dicas-para-empreender-na-area.jhtm

terça-feira, 5 de março de 2013

Conheça a economia criativa e veja 5 dicas para empreender na área





David Bergamasco, Marcelo Roncatti, Vanessa Queiroz e Fabio Couto, são sócios no estúdio de design Colletivo Larissa Coldibeli Do UOL, em São Paulo Pequenas empresas que dependem do talento e da criatividade de seus fundadores e funcionários fazem parte de um novo segmento da economia, cada vez mais comentado, a economia criativa. Essas empresas que transformam criação em produtos e serviços estão distribuídas em 13 áreas: arquitetura, publicidade, design, artes e antiguidades, artesanato, moda, cinema e vídeo, televisão, editoração e publicações, artes cênicas, rádio, softwares de lazer e música. “São áreas em que a qualidade e o valor do trabalho dependem do talento das pessoas que o fazem, e não do tamanho da empresa e da quantidade de capital que ela possui”, afirma Manuel Muller, professor responsável pelo curso de gestão de negócios para empresas criativas, da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado). Por um lado, é mais simples iniciar um negócio nas áreas da economia criativa, já que não é necessário um grande capital inicial. As empresas da economia criativa já movimentam R$ 381 milhões, ou 2,6% do PIB brasileiro, segundo mapeamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). Convencer pessoas do preço de uma ideia é dificuldade dos empreendedores Ainda de acordo com o estudo, o segmento concentra profissionais jovens, instruídos e bem remunerados. Nas indústrias criativas, os salários são 42% acima da média nacional. 

Porém, uma dificuldade do setor é calcular o valor de uma ideia ou de um produto totalmente novo para oferecê-lo a um investidor ou cliente. 5 dicas para empreender na economia criativa 

1 Tenha um propóstio Entenda a necessidade das pessoas para oferecer um produto ou serviço que tenha relevância. Não pense primeiro no dinheiro, o lucro é consequência. 

2 Tire sua ideia do papel Boas ideias não viram negócios sozinhas. Planeje, pesquise e implemente. Pense num produto simples e viável, que possa ganhar escala. 

3 Crie um protótipo Com a internet, é possível lançar um produto sem que ele esteja completamente finalizado, aperfeiçoá-lo e corrigindo de acordo com o retorno dos usuários. Assim, ele chega ao mercado já testado e as chances de dar errado são menores. 

4 Use métricas Mensure o impacto do que está criando. Trabalhe com pesquisas qualitativas e quantitativas, pois os investidores estão acostumados a número e resultados. 

5 Capacite-se em gestão Nem sempre um empreendedor criativo é um bom administrador. Estude sobre gestão ou cerque-se de pessoas com conhecimentos complementares. A empreendedora Vanessa Queiroz, uma das sócias do estúdio de design Colletivo, sente na pele esse desafio, comum a todos os empreendedores criativos. “As pessoas têm mania de querer soluções imediatas. Os clientes querem inovações, mas querem determinar o preço que pagarão e o prazo de entrega antes da criação. Mas, não dá para trabalhar assim. É uma briga diária. Existe um tempo de pesquisa, de maturação da ideia”, declara. O design é considerado o setor criativo mais importante porque é multidisciplinar – está presente na arquitetura, na moda, na publicidade, nos softwares, entre outros. Segundo Queiroz, o design ajuda empresas a se diferenciarem no mercado, já que existem tantos produtos similares. E o mercado está crescendo. “Hoje somos procurados por construtoras que vão lançar empreendimentos imobiliários, o que era impensável anos atrás.” O professor da Fecap diz que o assunto é muito discutido atualmente porque os governos perceberam que essas atividades geram empregos e riquezas para o país. “Se um produto criativo faz sucesso, se tem um diferencial ou cria um estilo diferente, ele gera valor adicionado às exportações de um país. Na Alemanha, por exemplo, a economia criativa gera mais receita que a indústria farmacêutica”, declara. No Brasil, já existe a Secretaria da Economia 

Criativa, vinculada ao Ministério da Cultura, que oferece benefícios para micro e pequenos empreendimentos criativos. Negócios criativos têm propósito além do lucro Juliana Proserpio, co-fundadora e diretora da escola de inovação Design Thinking, defende que os jovens não querem mais trabalhar em grandes empresas e, sim, ter liberdade para criar e sentir que o trabalho que desempenham é importante para a sociedade. Ela dá dicas para quem quer empreender na economia criativa. “O negócio tem que ter um propósito, tem que melhorar ou facilitar a vida das pessoas de alguma forma. 

Não adianta pensar no dinheiro em primeiro lugar, ele é consequência.” Proserpio diz que o mercado está cheio de boas ideias, mas que os empreendedores precisam tirá-las do papel, fazer sua implementação e colocar o negócio para rodar. Para atrair investidores para a empresa, é necessário se preparar ainda mais. “Há pessoas que não enxergam o valor do intangível, então, é importante usar métricas para medir o impacto do que se está criando. Trabalhar com pesquisas qualitativas e quantitativas, pois os investidores estão acostumados a número e resultados. Tem que aprender a falar a linguagem deles”, recomenda. Internet permite criação de protótipos Tiago Mattos, publicitário e fundador da Perestroika, escola de criação, diz que a internet permite um modelo de negócios novo, que poupa o tempo do planejamento estratégico. “É possível lançar um produto sem que ele esteja completamente finalizado, ir aperfeiçoando e corrigindo de acordo com o retorno das pessoas. Isso permite uma competição mais justa, porque não necessita de capital muito grande para lançamento”, afirma. De acordo com Mattos, a criatividade não se restringe aos profissionais das áreas integrantes da economia criativa e todos os setores podem mudar seu jeito de trabalhar. “Há demandas e possibilidades em todas as áreas. Na saúde, por exemplo, poucas mudanças ocorreram até agora, mas com o advento da inteligência artificial, que dará prognósticos mais precisos, haverá mudanças na relação entre médico e paciente. É um mercado potencial.”

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fonte:uol.com.br

sexta-feira, 1 de março de 2013

Oportunidade para diretores de filmes


Oportunidade para diretores de filmes: Sundance Institute e Nokia buscam filmes curtos para Festival




A Nokia e o Sundance London Film and Music Festival 2013 estão convidando diretores e cineastas para enviar um trailer (15 a 60 seg.) para um curta-metragem inspirado no cenário da musical underground de uma cidade de escolha do diretor, o vídeo poderá ser uma animação ou live-action.

Dois trailers serão selecionados pelos júri do Sundance Institute e da Nokia. Os vencedores receberão: Um orçamento de $5000 dólares cada, para finalizar a produção do seu curta Dois Nokia Lumia920 Exibição garantida no Sundance London Film Festival Sessão de consultoria com um dos jurados Viagem com tudo pago para participar do Festival em Londres E ainda, um grande vencedor levará um prêmio de $5000 dólares!

Para mais detalhes, datas e para participar aqui: http://re.po.st/R5CZW2 Atenciosamente, Claudia Lins Community Relations Manager cell +1-415-955-7668 Talenthouse Inc. www.talenthouse.comblog.talenthouse.com Siga-nos: https://twitter.com/talenthouse_pt Curta: https://www.facebook.com/TalenthousePortugues San Francisco, CA


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