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terça-feira, 7 de maio de 2013

Economia Criativa: Bertotti debate sobre Economia Criativa no Cine PE






O secretário executivo de Ciência e Tecnologia, José Bertotti, participou na tarde de quinta-feira (02), do debate promovido pelo Cine PE sobre Economia Criativa.

Na ocasião, também estiveram presentes, o presidente do Porto Digital, Francisco Saboya; o gerente de negócios da Joy Street, André Araújo, e a consultora e ex- secretária de Audiovisual/DF, Ana Santana.


José Bertotti (centro) chama atenção para a importância econômica da produção cultural. Foto: Ailton Pedroza/Sectec

Em sua explanação, Saboya agradeceu a parceria da Sectec no desenvolvimento do Porto Digital e, em especial, à implantação do Porto Mídia, que consiste num Centro de Empreendedorismo e Tecnologias da Economia Criativa. No local, serão abrigados empreendimentos nas áreas de design, jogos digitais, multimídia, cine-vídeo-animação, música e fotografia.

Segundo José Bertotti, Pernambuco está passando por transformações na área logística e industrial e o Governo do Estado tem tido um olhar para cadeia produtiva e identificado quais as habilidades de cada região.

O secretário destaca a necessidade da produção cientifica e tecnológica colaborar com um ambiente mais adequado para os negócios, lincando o ambiente da produção de conhecimento com a área empresarial. "É de extrema importância a formatação de políticas públicas que nao saiam somente da cabeça do governante, mas dos ambientes de inovação, numa ação conjunta", ressaltou.

Bertotti finalizou sua explanação afirmando que é primordial que a cultura , além de sua função social , seja um ativo econômico importante para a geração de emprego e renda.

Fonte: Sectec-PE

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Economia Criativa: Opinião Econômica - Precisa-se de roteiristas


Como os engenheiros, os roteiristas serão essenciais para formar o novo Brasil


Nizan Guanaes é publicitário e presidente do Grupo ABC

Cada um cria a sua própria história. Não espere ninguém para fazer a sua. O mundo é tão diverso quanto o número de pessoas que o habitam. Todo dia nasce gente e todo dia nascem histórias.

O Brasil tem uma das maiores populações do planeta, somos já quase 200 milhões. E o Brasil é um dos países mais ricos e diversos do mundo. Temos muitas histórias para contar e agora temos mais meios para contá-las, mais meios e mensagens, porque o Brasil mudou, o Brasil é novo de novo.

As coisas quase nunca acontecem de forma reta, lógica, perfeita. As coisas acontecem do jeito delas. Sou um defensor entusiasta da livre iniciativa e também um defensor tão entusiasta quanto da cultura. Dentro das dificuldades históricas que temos para produzi-la, que não são só do Brasil, mas de grande parte dos países, inclusive grandes produtores culturais, como França e Itália, é preciso reconhecer a necessidade de algum apoio oficial e defesa de mercado.

A produção audiovisual, principalmente cinema e programas de TV, é uma grande oportunidade para as marcas brasileiras e para a imagem do País aqui dentro e lá fora. Basta ver o que o cinema fez pelos Estados Unidos ou imaginar James Bond trocando o tradicional dry martíni por uma caipirinha.

Como bem sabe a propaganda, imagem e som é a mistura mais eficiente para contar histórias e emocionar plateias.

Por isso fiquei muito feliz ao saber outro dia que estamos sofrendo de falta de... roteiristas. Sim, pela primeira vez na história do Brasil faltam roteiristas. Não é maravilhoso isso? Um país que precisa de criativos.

A nova legislação do setor audiovisual aumentou exponencialmente a necessidade de conteúdo nacional na TV paga. E isso no momento em que esse setor cresce a uma taxa de 26% ao ano e já atinge mais de 16 milhões de brasileiros.

Para atender à nova legislação e alimentar esse público com conteúdos brasileiros, governo, operadoras e programadoras privadas dos canais de TV por assinatura estão realizando investimentos cada vez maiores na formação e na prospecção de roteiristas e roteiros.

A proteção do mercado ocorre no momento de explosão do mercado. A demanda por histórias brasileiras será enorme e tem bons precedentes. Basta ver sucessos como “Tropa de Elite”, “Avenida Brasil”, “Gonzaga - de Pai pra Filho” e tantos outros. Se tiver um bom produto na frente, o brasileiro consome o nacional com o mesmo gosto que consome megaproduções hollywoodianas.

De qualquer forma, a demanda está dada por lei, goste-se ou não. É uma oportunidade imensa para a nossa cultura e os nossos criativos.

Estou seguro de que nos próximos 20 anos a cultura brasileira será mais apreciada no Brasil e no mundo. O “jeitinho brasileiro”, tão depreciado, deve evoluir benignamente para o “brazilian way”, tolerante, inovador, original e específico como nosso país.

Mas, se nosso mix populacional e geográfico, nosso conservadorismo atrevido, nossa tolerância exorbitante e nossa diversificada economia nos tornam únicos, a essência brasileira ainda está em formação com a emancipação mesmo que tardia das massas, a emergência nos últimos anos de dezenas de milhões de brasileiros ao mercado consumidor, movimento que transforma a economia, a sociedade e também a cultura.

Essa enxurrada de novos programas, novos filmes, novas séries, novos documentários dará vez, voz e palco a esse novo Brasil. É um Brasil que pode seduzir o mundo, com Copa das Confederações daqui a dois meses, Copa do Mundo no ano que vem e Olimpíada logo depois.

O Brasil não quer dominar o mundo, o Brasil quer seduzi-lo. Não somos apenas um mercado emergente, somos também um estilo emergente.

E nada melhor do que bons roteiros e boas histórias para levar tudo isso às massas. Do Brasil e do mundo. Precisamos de roteiristas. Assim como os engenheiros, eles serão essenciais para formar o novo País.

Publicitário e presidente do Grupo ABC

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fonte: http://jcrs.uol.com.br

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A Economia Criativa: Fashion Rio sobe o Alemão e pega o bonde das popozudas globais pacificadas


Durante todo o Fashion Rio, você acompanhou aqui, em dezenas de notas, o olhar da minha coluna sobre o evento de moda Primavera-Verão 2014. E que tal a gente dar espaço também para outro ponto de vista? A bandeira da democracia da moda não foi levantada? Então vamos ao um bate-bola tipo Heloisa Tolipan e o consultor de modaAlexandre Schnabl, amigo da coluna. Vem com a gente conferir o ponto de vista dele.

Terminou na noite de sexta-feira a edição Primavera-Verão 2014 do Fashion Rio na Marina da Glória. Nem tudo são flores. A crise global come solta na indústria da moda, o mercado nacional está em recessão e a estrutura dos eventos de moda nacionais sofre consequências. Mas, se faltam flores (inclusive nas passarelas, onde o tema costuma ser recorrente nas temporadas de verão), as grifes compensaram com criatividade, ressuscitando a Pop Art dos anos 70, estampando bichos, viajando por quatro cantos, evocando impérios tropicais ou imprimindo maxi poás em cenários minimalistas. Apesar disso, muitas grifes fizeram bonito, provando que o Brasil tem garra e não cede fácil a pressões da economia de mercado. E, no frigir dos ovos, em uma temporada onde até o número de celebridades nas plateias escasseou, não houve outra solução a não ser esta: a moda subiu o morro, pegou carona no teleférico do Complexo do Alemão e levou um punhado de astros de Salve Jorge para sacudir os quadris ao lado das tops.Os astros de Salve Jorge: Roberta Rodrigues, Domingos Montagner e Cleo Pires

Sim, a TNG, famosa por contratar famosos, convidou um trio parada dura para animar a rapaziada. Entre looks bacanas inspirados em festivais indianos, um tímido Domingos Montagner – o bonitão Ziah da novela das 21h – desfilou junto a duas corpulentas beldades da atração, Cleo Pires e Roberta Rodrigues. Esta inclusive, nem abriu mão do bico de marrenta de sua personagem na trama (a piriguete Maria Vanúbia), e riscou a passarela pronta a roubar maridos, como se os namorados das tops fossem o Pescoço. Apesar de tudo, boas soluções foram mostradas na coleção, como calças-jodhpurs para os homens, sneakers coloridões, vestidos justinhos com shape de surfista e estampinhas étnicas em looks para ambos os sexos. Curtimos o macacão soltinho usado pela modelo Drielly Oliveira.Do Alemão de 'Salve Jorge' para o Fashion Rio: Bruna Marquezine desfilou na Coca-Cola Clothing

No dia seguinte, foi a vez da Cola Cola Clothing trazer a toda boa Bruna Marquezine para sua passarela. Entre grafismos bacanas, looks destroy com levada grunge e peças em colorido ácido, Bruna deve ter causado ciúme ao seu namorado, o craque Neymar, quando exibiu suas curvas avantajadas para uma platéia animada. Não faltaram gritinhos e assovios. Mesmo com esse recurso midiático, a Coca-Cola fez bonito e, mais uma vez, apresentou coleção que vai além da necessidade de fazer merchandising, com ótimas apostas para a moda jovem.

E, por falar em celebrities, a Iódice (que migrou da SPFW pelo Fashion Rio nesta edição), contou com a presença de Giovana Antonelli, a delegada Helô de Salve Jorge, sentada na plateia ao lado da primeira-nora da grife, Adriane Galisteu, e do make up artist Ton Reis. Giovanna, aliás, está fazendo escola, tal a quantidade de endinheiradas que circularam pelo Fashion Rio portando a capa de celular-soco inglês usada pela sua personagem na novela. E sua presença, claro, sempre ilumina qualquer platéia. Valdemar Iódice, empresário que conhece como ninguém o gosto da mulher brasileira, sempre faz ótimos cocktail dresses, mas, dessa vez, seu desfile foi mais inspiradíssimo que de costume, talvez um dos melhores desta edição. A brisa marinha deve ter feito bem a ele que, com loja recém-aberta no Rio Design Barra, abusou do em preto & branco e cores clarinhas em peças minimalistas com modelagem impecável e zippers destacados.Valdemar estreia no line-up do Fashion Rio e garante: ficará por aqui por várias temporadas

Assim como a Iódice, a Blue Man apresentou uma das melhores coleções de verão, trazendo como tema um império tropical, misturando estampas de azulejos portugueses, brasões com efígies da família real portuguesa e elementos barrocos com a exuberância da fauna e flora brasileiras. Misturar estampas faz parte do vocabulário fashion do próximo verão e a Blue Man soube fazer bonito nesse campo, mas, antes de falar de moda, é importante frisar que o duo de estilistas Thomaz Azulay - filho de Simon, da lendária Yes, Brazil - e sua primaSharon - filha de David, criador da marca - provou que tem sangue azulado e que, como bons herdeiros de uma dinastia fashion, entende do riscado.

Blue Man apresentou seu Verão 2014 no Palácio São Clemente, em Botafogo

Herança genuína como nas Casas Imperiais européias. O desfile começou com Daiane Conterato em maiô com estampa imperial e fechou com Ana Beatriz Barros em coordenado de bodysuit e pranchão, revelando que o mix característico desta temporada também influencia o casting. Entre tantas belezas variadas, sobressaíram a jaquetinha cropped em neoprene estampado de onça com flores e coordenada com biquini, looks de praia confeciconados em jeans desfiado e muitos badulaques nos pescoços e braços, típicos das misturinhas que costumam aparecer no styling de Daniel Ueda.

No quesito praia, Lenny Niemeyer mais uma vez arrasou, mostrando coleção criada a partir do minimalismo e estrelada por casting all star. Preto, branco e cáqui predominaram em looks futuristas com foco nos anos noventa e inspiração na luz sobre texturas. Dessa vez, ela optou por poucas estampas, mas, em compensação, manteve o habitual rigor na pesquisa de formas, com volumes nas mangas e destaque ainda para as assimetrias e recortes. E, para quem conseguiu sacar, as formas secas se desdobravam e maxi decotes V nas costas, acentuando a percepção de que o futuro pode ser muito sexy. Um primor, assim como a impactante trilha de Dudu Garcia!

Lenny aposta em shapes esculturais e, além de beachwear, produz roupas marcantes

Em outra direção, a Salinas trouxe seu humor carioca para a passarela, com direito aos poás que tanto são caros a Jaqueline de Biasi, a diretora criativa da marca. Como sempre, não houve espaço para minimalismo – coisa que não combina com o DNA da grife, que sempre flerta com influências étnicas, vintage ou retrô. Sim, a marca curte homenagear pin ups ou evocar estrelas do passado como Carmen Mirandae Brigitte Bardot. Nesta temporada, Jaqueline escolheu dar um rolé pelo cinema italiano dos anos sessenta. Mas, no caso, é bom esquecer candelabros italianos ou rostinhos estampados por medalhões da sétima arte européia como Rossano Brazziou Monica Vitti. Os ventos sopraram em direção às praias de Rimini ou da Costa Amalfitana, na mesma época em que Cely Campello fazia sucesso por aqui.Os biquínis de bolinha (ou melhor, bolões!) do hit de Cely predominaram no desfile, no cenário e nas peças, junto com listras e estampas florais. E, em uma temporada em que tudo parece difícil, o esforço para fazer um show com cenário bacana só comprova o desejo de superar a crise econômica. Palmas!

A moda-praia da Aüslander

Ainda no quesito moda-praia, o Fashion Rio apresentou ainda a nova coleção da Tryia, que cresceu em relação ao desfile anterior. Com silhueta seca, assimetrias e recortes, a grife de Isabela B. Frugiuele quis trazer a feminilidade para a passarela, com bocas vermelhas de Helmut Newton e rosas para estampas, maxi brincos e anéis. As padronagens e cartela de cores – em vermelho, pink, púrpura, turquesa e preto – foram ponto forte, mas os detalhes em metal sobraram. E a Aüslander, surpresa! A grife transitou pelo esportivo, com menos alfaiataria que não duas últimas edições, mas continua mostrando amadurecimento e exibindo coleções de verdade. E, entre as influências streetwear, em um desfile todo em preto e branco com boas estampas gráficas, Ricardo Brautigam e equipe apresentaram uma boa dose de (bons) looks de moda-praia, com tops, biquínis, hot pants e sungas. Valeu!

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

A Economia Criativa: DOCUMENTÁRIO CONTA A HISTÓRIA DA ECONOMIA BRASILEIRA

No documentário O Brasil Deu Certo. E Agora?, três ex-presidentes da República, 12 ex-ministros de Estado, sete ex-presidentes do Banco Central e especialistas em finanças como Roberto Setúbal, presidente do banco Itaú, e Alexandre Saes, professor de história econômica da FEA-USP, revelam o passado da economia brasileira e refletem sobre o presente e o futuro do país, além de discutir o que é “dar certo”.

Há 125 anos, o Brasil era escravocrata; há 60 anos, 50% dos brasileiros eram analfabetos; há 25 anos, a inflação mensal atingiu 84% e 35% eram pobres e miseráveis. Em 2013, o Brasil é a sétima maior economia do mundo, a inflação do último ano foi 5,4%, a pobreza foi reduzida a 12% e o país aspira a ser rico.

Mas o Brasil ainda tem problemas muito graves, como nível de pobreza, desigualdades sociais, e déficits imensos em educação, saúde, habitação, bem-estar e cultura etc. Porém, se olharmos do ponto de vista histórico e levarmos em conta a evolução institucional das três últimas décadas, não há como negar que o Brasil vem dando certo.

Será que continuará assim? “O Brasil é o país do futuro” e “agora o Brasil vai dar certo”, mantras das fases de otimismo, foram sempre seguidos de crises. Será que o sucesso é, novamente, passageiro?

O corte ágil, a linguagem simples e as artes gráficas criativas do documentário permitem que as respostas a esta e outras perguntas, dadas por alguns dos principais protagonistas da história recente do Brasil, sejam esclarecedoras e acessíveis a todos os públicos.

Entre os entrevistados, estão Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor de Mello, José Sarney, Delfim Neto, entre outros.

O Brasil Deu Certo. E Agora?, dirigido pela jornalista Louise Sottomaior, estreante no cinema, foi idealizado pelo ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, que estará presente na sessão de estreia gratuita, no Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca, em São Paulo, no dia 2 de maio. Após a sessão, haverá debate em que o ministro participará.

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fonte: http://revistadecinema.uol.com.br

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A Economia Criativa: Festival de Inovação e Criatividade


Charles Landry, autoridade internacional em criatividade urbana e cidades criativas, é o Keynote speaker desta conferência
Câmara Municipal de Lisboa apresenta blueprint da Economia Criativa de Lisboa





No âmbito do Warm Up do Festival IN, a Fundação AIP, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, organiza a Conferência Internacional sobre Economia Criativa de Lisboa que se realiza no próximo dia 30 de Maio na FIL – Feira Internacional de Lisboa.

Charles Landry, o Keynote Speaker desta conferência, é um dos maiores especialistas mundiais em questões de criatividade urbana e cidades criativas.

Convictos de que esta conferência será um catalisador desta ambição, a Câmara Municipal de Lisboa escolheu este momento para apresentar e distribuir o blueprint da Economia Criativa de Lisboa.

“Este documento reflecte a nossa ambição e compromisso com os Lisboetas e o nosso desejo em actuar preferencialemente como um agente mobilizador de vontades, agregador de parceiros e como instituição capaz de promover a internacionalização da economia criativa de Lisboa a uma escala global”, salienta Graça Fonseca, vereadora da Câmara Municipal de Lisboa.

“Nem sempre inovar obriga a um investimento avultado. No campo das ideias, a criatividade pode ser estimulada para gerar constantemente novos espaços de mercado. A economia criativa inclui três grandes passos: a criatividade, quando surge o pensamento criativo que gera novas ideias; segue-se a avaliação crítica da ideia, onde se valida o potencial efectivo de inovação; em caso afirmativo, passa-se à produção e colocação no mercado, gerando assim retorno ao investimento e riqueza na economia. A inovação e a criatividade são assim elementos chave na competitividade das empresas e das economias. Entender e antecipar as necessidades, os desejos, os sonhos dos consumidores é o grande desafio que se coloca. A conferência de Charles Landry é um dos momentos importantes de reflexão e debate, que terá lugar já no Warm UP do Festival IN.”, afirma Maria João Rocha de Matos, Directora-Geral da AIP-Feiras, Congressos e Eventos.

Durante o Warm UP do Festival IN decorrem ainda Plateaux de Networking, onde empresas, empreendedores, sonhadores e investidores de vários sectores das indústrias criativas, vão ter a oportunidade de apresentar os seus projectos e disfrutarem de momentos de trabalho colaborativos.

Tendências das Indústrias Culturais e Criativas; Turismo Cultural e Marketing Cultural; Novos Modelos de Negócio nos Media; Arte, Tecnologia e o Futuro de Portugal são os espaços de debate na primeira parte desta conferência.

A Conferência Internacional de Economia Criativa de Lisboa faz parte do Warm Up do Festival IN, que decorre nos dias 29 e 30 de Maio, e que contempla também uma Conferência Internacional de Propriedade Intelectual, onde investidores, criadores e piratas vão debater a melhor forma de encontrar plataformas de entendimento.

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fonte: http://www.ipjornal.com/

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A Economia Criativa: Final de semana no Galpão Thá Cultural





Clique na foto para ampliar



O Galpão Thá Cultural, espaço dedicado a diversas formas de expressões artísticas e atividades, destacará uma programação agitada para o próximo final de semana, dias 27 e 28 de abril, e deverá reunir um público interessado em cultura, intercâmbio e empreendedorismo.

No sábado (27), a partir das 11h, os visitantes poderão ser fotografados pelos profissionais da XISFoto e adquirir as fotografias no mesmo dia, já que o estúdio digital estará comercializando os registros. Vale ressaltar que a XIS Foto inspira-se no conceito dos antigos fotógrafos Lambe-Lambe, que desenvolviam seus trabalhos artísticos em espaços públicos como praças e jardins. No mesmo dia, às 14h, A REI Curitiba (Rede de Estudantes de Intercâmbio de Curitiba) realizará o Picnic Tandem, um encontro de estudantes de intercâmbio. Esta reunião traz a oportunidade de estudantes trocarem experiências e aprimorar o aprendizado de línguas estrangeiras.

Já no domingo (28), às 14h, a Hub Curitiba, rede de empreendedores, ministrará a palestra ‘A nova economia é criativa!’, com conteúdo sobre ideias e tendências para o futuro dos negócios. Na sequência, às 15h, a rede realizará uma oficina com o mesmo tema, com atividade prática para desenvolver ideias de economia criativa.

Além dessas atividades, o público poderá conferir ainda a instalação artística da designer Lisa Simpson, com roupas vintage, suspensas no teto do galpão. Os visitantes também poderão apreciar a intervenção artística de Cleverson Café e a exposição fotográfica Frações Urbanas, dos fotógrafos Roberto Tourinho Fontan, Bruna Oliva e Fabiano Borba.

O Galpão Thá Cultural está aberto ao público de terça-feira a domingo, das 11h às 18h, e conta com parceiros fixos como o Amaury Lucio, com comercialização de bijuterias finas; o Brooklyn Coffee Shop, com seu eclético cardápio; a Claro, com degustação de aparelhos e sinal 4G disponíveis para uso; o Colete & Corselet, com produtos do brechó vintage; a Luminna, arte em movimento, com instalação artística realizada pelos artistas Victor Lima e Maria Eduarda Camilott; e a Paleteria, com seus sorvetes artesanais à moda mexicana.

Serviço | Galpão Thá Cultural
Data: sábado, 27 de abril;
Horários das atividades:
11h - Ação de fotógrafos da XIS Foto;
14h - Picnic Tandem realizado pela REI Curitiba (Rede de Estudantes de Intercâmbio de Curitiba).
Data: domingo, dia 28 de abril;
Horário das atividades:
14h – Palestra ‘A nova economia é criativa!’, ministrada pela Hub Curitiba
15h – Oficina ‘A nova economia é criativa!’, realizada pela Hub Curitiba.
Funcionamento geral do galpão: de terça-feira a domingo das 11h às 18h;
Local: Rua Presidente Faria, 181, Centro. Acesso também pela Rua Riachuelo, 110.

Sobre o Galpão Thá Cultural
Intitulado de Galpão Thá Cultural este espaço é aberto ao público, com entrada gratuita, a fim de reunir pessoas interessadas em artes, cultura, gastronomia, moda, designer, sustentabilidade, tecnologia e conectividade. Localizado na Rua Presidente Faria, 181, e com acesso também pela Rua Riachuelo, 110, o Galpão receberá diversas atrações como exposições, shows, além de serviços, oficinas, palestras e encontros culturais, que prometem movimentar a agenda de Curitiba. Para conhecer mais sobre este espaço confira o sitewww.galpaothacultural.com.br

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quarta-feira, 24 de abril de 2013

A Economia Criativa: Porto Digital recebe primeira turma de Economia Criativa





Incubados da PortoMídia são anunciados oficialmente. Startups terão acesso a benefícios oferecidos pelo Porto Digital, como redução de ISS, entre outros incentivos

A Economia Criativa brasileira está cada vez mais rica. O Porto Digital, parque tecnológico pernambucano, dá sua contribuição com a incubadora PortoMídia, que acaba de anunciar seus nove primeiros empreendimentos. Startups que desenvolvem projetos nas áreas de design, jogos digitais, multimídia, cine-vídeo-animação, música e fotografia iniciam seu período de incubação a partir deste mês de abril.

Nos 18 meses em que as empresas ficarão internas, os empreendedores criativos terão acesso a serviços de assessoria e capacitação em gestão empresarial, modelagem de negócios, acesso a mercado e desenvolvimento de produtos. Além disso, estará à disposição dos incubados uma infraestrutura composta de pontos de trabalho, conexão banda larga, salas de reunião, suporte gerencial e laboratórios avançados como ilhas de edição, estúdios de mixagem de áudio e computadores especiais.

Os empreendimentos da Portomídia terão incentivos dados pelo governo municipal e estadual. As empresas têm redução de ISS (de 5% para 2%) e outros benefícios oferecidos pelo Porto Digital às startups embarcadas.

Confira abaixo as empresas selecionadas e seus projetos:

MudCrab Studios: Produção de jogos online gratuitos com captação de receita através do modelo de microtransações visando o mercado internacional.

Mr. Plot: Desenvolve mídias digitais inovadoras para crianças, criando experiências únicas a partir de conteúdos educativos com alto valor agregado de design.

Mobilis: O objetivo da empresa é ser um espaço alternativo móvel (ou itinerante) para exibição e aplicação de conteúdos digitais interativos para diversas localidades.

Projeto Fox: Este projeto consiste na criação de um sistema de relacionamento que une moda, design, telecomunicação e internet, com base na venda de camisas. A venda de camisas com design moderno será associada a um código que permite enviar (e receber) mensagens, via celular, para destinatários de interesse, preservando informações pessoais e garantindo a privacidade de quem as recebe.

FisioLand: A empresa utiliza jogos digitais na construção de ambientes de tratamento sobre as competências cognitivas e motoras. Experiências virtuais, impactos reais.

MeuCachê.com: A proposta desta startup é desenvolver um sistema de informação baseado na web para a gestão da carreira musical.

Vista: E-commerce inteligente que reconhece medidas dos usuários, permitindo-lhes provar virtualmente roupas e montar o seu guarda-roupa virtual.

Audiovisual é o Negócio: Film Commission, coprodução, distribuição multiplataforma e licenciamento de produtos audiovisuais visando o mercado local regional nacional e internacional.

Sobre o Porto Digital

O Porto Digital é um dos pilares da nova economia do Estado de Pernambuco, com 200 empresas que faturaram uma média de R$ 1 bilhão (2010) e empregam mais de 6.500 pessoas. Sua atuação se dá em atividades altamente intensivas em conhecimento e inovação, que são software e serviços de tecnologias da informação e comunicação e economia criativa, em especial os segmentos de games, multimídia, cine-vídeo-animação, música, design e fotografia, além de propaganda e publicidade.

Considerado uma referência na implementação do modelo da 'triple helix', o Porto Digital é fruto de uma ação coordenada entre empresas, governo e academia, que resultou, após 10 anos de sua fundação (2000), num dos principais ambientes de inovação do País.

Siga o perfil exclusivo da Trama sobre Inovação: @tramainova


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sexta-feira, 19 de abril de 2013

A Economia Criativa: Opção pela economia criativa









A cada ano, a criatividade e o capital intelectual movimentam US$ 3 trilhões em negócios e já são responsáveis por 10% da economia mundial. Para ampliar sua participação neste filão, Curitiba aposta na economia criativa, que inclui cultura, economia, tecnologia e sustentabilidade em seu leque de atividades.

"Nossa tarefa é fazer com que a cidade chegue ao modelo de Economia Criativa", diz a presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento, Gina Paladino. A ideia é distribuir pela cidade os benefícios que até recentemente eram destinados a conglomerados. O nicho econômico planejado tem como essência a valorização da cultura, elemento presente nas 13 áreas previstas de atuação: arquitetura, publicidade, design, artes, antiguidades, artesanato, moda, cinema e vídeo, televisão, editoração e publicações, artes cênicas e performáticas, rádio e softwares de lazer e música.

A estratégia municipal de transformação de Curitiba em uma smart city econômica é ousada, mesmo porque rompe com um modelo que tinha nos clusters - os aglomerados empresariais - o centro da atividade econômica. Em certas áreas, antigos clusters dão lugar a uma nova configuração. O caso clássico é o do Rebouças, distrito industrial curitibano por décadas. O antigo Moinho Paranaense foi transformado na charmosa sede da Fundação Cultural e a planta industrial do Matte Leão dará lugar a um gigantesco templo evangélico.

O caso da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) é bem diferente, mesmo porque concentra gigantes industriais como a Bosch e a Volvo. Ainda assim, esse cluster "ortodoxo" também dá sinais de flexibilidade. Gina Paladino observa que, já nos anos 1980, a CIC teve influência do movimento tecnológico direcionado à matriz produtiva de software, algo que, na época, era muito novo.

O Parque de Software, que atraiu indústrias do setor eletroeletrônico, seguiu com o fortalecimento da ideia do Tecnoparque, que saiu do papel em 2007. A ideia, então, era fugir dos limites da CIC, o que foi estimulado por benefícios em IPTU e ISS para a implantação de empresas na área que segue a Marechal Floriano Peixoto no sentido Rebouças. "O chamado ISS Tecnológico combina o zoneamento produtivo com a política urbana de zoneamento", observa Gina.

Ou seja: o grande projeto econômico de Curitiba para os próximos anos - tão ousado quanto a revolução urbana da década de 70 - pretende estimular e acelerar um movimento que já existe, que pode ser visto nos próprios clusters e em nossos designers, programadores, agitadores culturais, artistas, confeiteiros, arquitetos…

Plataforma

A aposta da agência para Curitiba está na "cidade digital", que só vai funcionar com a constituição de uma poderosa infraestrutura tecnológica baseada em meios digitais de alta capacidade de transmissão de dados e que tenha segurança e qualidade. "Essa será a porta e o elo para que Curitiba produza e faça valer os seus talentos sem barreiras físicas e geográficas", sintetiza Gina.

A partir da plataforma digital, diversos segmentos econômicos podem decolar. Arte, criação e artesanato são setores promissores em Curitiba para a difusão da economia criativa. "Temos talentos individuais reconhecidos e a missão de transformar os talentos em empreendimentos. Não há gargalos para competências e talentos com o suporte da dimensão tecnológica. Podemos produzir aqui ou atrair talentos e produções que possam ser complementados em Curitiba", projeta.

Inspiração

A proposta defendida por Gina Paladino se assemelha à do arquiteto inglês Richard Rogers, vencedor do prêmio Pritzker, para as áreas urbanas. Conhecedor de Curitiba, ele foi o responsável pela obra do Centro Georges Pompidou, em Paris, que transformou um museu de formato clássico e estanque em um dos pontos culturais mais vibrantes do mundo. "A cidade tem uma razão primária de ser que é para o encontro de pessoas. Para o encontro de pessoas e para fazer negócios e cultura. Então, se você não pode se encontrar, a cidade desmorona."

Curitiba, segundo Rogers, caminha na direção certa. "Achei Curitiba uma cidade humana, com seus parques, o sistema de ônibus expresso e qualidade de vida. Passei três dias emocionantes em Curitiba com Jaime Lerner e sua equipe. Jaime tem me ensinado muito como estruturar uma cidade existente. Curitiba é uma cidade modelo."

Ele prega que a cidade deve ser justa e ter uma boa distribuição econômica, o que rima com a proposta de uma economia criativa e democrática. "A distribuição de riqueza é um dos pontos-chave para uma cidade compacta. No fim, estamos falando de uma cidade sustentável e socialmente funcional. Uma cidade sustentável, socialmente viável."

Cuidado com a "criatividade de araque"

"Há a preocupação de especialistas em não se deixar levar pela ingenuidade de acreditar que tudo é economia criativa. Digamos que, tendo a criatividade como uma capacidade humana, todas as atividades estariam no limiar da economia criativa, mas não é bem assim", afirma Patrizia Bittencourt Pereira, do Comitê Gestor da Rede de Economia Criativa do Paraná (Redec). O diferencial da economia criativa, segundo ela, está em dimensão simbólica e isso não é tão evidente de ser captado em produtos, processos e cidades.

"A singularidade do processo é importante. Um exemplo é Berlim, que se organiza e dá espaço para que as pessoas revivam as dores do Holocausto de maneira reflexiva, valorizando a sua história, construindo a memória coletiva, conservando o patrimônio material e imaterial." Isso também acontece quando marcas se diferenciam com a abordagem de aspectos éticos e estéticos ou quando espaços ganham funções incomuns - como um restaurante familiar que agrega espaço para a literatura infantil.

Outra preocupação é a de cuidar para que a criatividade não vire moeda de negociação, de forma que não se permita que os talentos fujam do estado ou que sua criatividade seja apropriada por grupos empresariais, mas que sejam valorizados e retidos na região. "Assim, todos poderão beneficiar-se da tendência que vemos hoje. Ou seja: a sociedade de consumo se sofisticou e sinaliza a tendência de desejo por produtos de valor agregado cada vez maior", observa Patrizia.

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fonte: http://www.agencia.curitiba.pr.gov.br/