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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Neste final de semana, ocorre a Feira Eco Cultural do Cerrado





Durante o evento, estão previstas diversas apresentações culturais.
No dia 23 de maio acontece a Feira Eco-Cultural do Cerrado, na rua 90, no Setor Sul, das 14h às 22h. Segundo os oragnizadores, a feira tem o objetivo de promover a difusão da cultura popular e da economia criativa local com foco no tema do cerrado e cultura popular. A estimativa é de que um público de três mil pessoas prestigie o evento.
No mesmo dia, acontecerão apresentações culturais, além de exposição de iniciativas e movimentos ecológicos, vivências e criação elos comunitários entre a vizinhança.

O evento é integrante da mobilização e da agenda que será realizada pelos Conselhos de Segurança Alimentar Estadual e Municipal (CONESAN). A semana dos orgânicos está prevista do 24 ao 31 de maio 2015.

De acordo com a organização, o evento cultural e ecológico contará com aproximadamente 20 a 25 apresentações culturais e oficinas e espaço para a divulgação de entidades do âmbito ecológico. A construção da feira se dará de maneira coletiva e participativa.

Um dos objetivos do evento é apresentar de uma maneira experimental aos participantes, de crianças a adultos, oficinas práticas de manifestações culturais e artísticas como leitura, pintura, dança, argila e outras como forma de gerar entusiasmo e sensibilidade.

A proposta principal da feira é divulgar e fortalecer experiências em economia criativa de Goiás por meio de trocas e de formação e também conhecer e incluir no hábito diário o uso de alimentos orgânicos como forma de manter uma alimentação saudável. Haverá comercialização, divulgação e oficina prática de culinária com produtos orgânicos e veganos.

Segurança Alimentar

O conceito de segurança alimentar e nutricional vem ganhando força e estruturação nas políticas públicas brasileiras como um direito humano a ser garantido pelo estado. Ou seja todos os cidadãos tem o direito a ter acesso ao alimento de qualidade e na quantidade suficiente para se alimentarem, pautado por uma soberania alimentar e por um sistema agroalimentar sustentável.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

ONGs precisam planejar para ter crescimento sustentável



Um dos principais desafios hoje para a captação de recursos no terceiro setor é fazer um planejamento. O alerta foi feito por João Paulo Vergueiro, diretor executivo da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), durante o Festival ABCR, que ocorreu entre os dias 5 e 7 de maio, no Centro de Convenção Rebouças, em São Paulo, reunindo masterclasses, palestras e feira de expositores, com o objetivo de discutir os desafios e estratégias para a captação de recursos na sociedade civil.

Segundo Vergueiro, boa parte das ONGs trabalha com as despesas do dia a dia, com o básico para fechar as contas no fim do mês, principalmente quando elas são pequenas. “Mas é fundamental que elas parem e planejem, criem uma estratégia para sobreviver no médio e longo prazo”, afirma.

Após dar início ao planejamento de como obter os recursos necessários, Vergueiro aponta três elementos fundamentais para o sucesso de qualquer entidade: paciência, investimento e confiança na relação com os doadores. Paciência, porque a captação de recursos é um processo que leva tempo; investimento, porque você precisa levar a sua mensagem às pessoas certas para receber retorno, e isso demanda dinheiro; e confiança na relação com os doadores, porque a ONG precisa acreditar que defende uma causa importante o bastante para atrair outras pessoas, que podem demorar a chegar, mas com a estratégia correta chegarão uma hora.

O encontro abordou desde questões mais gerais, como a necessidade de se construir uma cultura de doação no país, até formas específicas de se fazer isso, como o diálogo direto com pessoas físicas e a captação com governo e empresas.

Ao todo, foram quase 500 participantes na edição de 2015, contando público e palestrantes. Para o diretor executivo da ABCR, “um festival como este é importante para a sociedade civil por mostrar esses caminhos, por promover a melhor maneira de elas alcançarem a sustentabilidade financeira delas.”

Troca de experiências

Participantes de várias regiões do Brasil marcaram presença no encontro. Um deles foi Daniel Antunes, do Grupo Luta Pela Vida, de Uberlândia, Minas Gerais.

O grupo construiu o Hospital do Câncer de Uberlândia e é responsável até hoje pela manutenção do local. Para isso, conta com o apoio financeiro de aproximadamente 45 mil pessoas físicas e 800 empresas. O método utilizado para atingir tanta gente? Na maioria das vezes, o telefone. “A nossa principal forma de contato é até hoje o telefone, com o serviço de telemarketing”, conta Antunes. Mas, como está cada vez mais complicado falar com as pessoas através do telefone fixo, a instituição já está em busca de novas formas de conquistar doadores para sua causa.

Outra pessoa que viajou para conhecer as diferentes maneiras de se captar recursos foi Jeanine Pacholski, de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Funcionária do Instituto Elisabetha Randon, criado por um grupo empresarial da região, Jeanine admite que não vivencia grandes obstáculos no dia a dia para conseguir empresas que aceitem financiar os projetos do instituto. Ainda assim, ela e a organização sem fins lucrativos que ela representa estão interessadas em conhecer as opções de captação disponíveis, não só para benefício direto da instituição, mas também para ajudar a disseminar esse conhecimento para outras ONGs gaúchas.

E nem só de integrantes diretos do terceiro setor o público do evento foi composto. A administradora Andrea Gama, de Salvador, na Bahia, é sócia da produtora Benditas, que trabalha no desenvolvimento de projetos culturais, sociais e esportivos, e decidiu participar do festival para entender a fundo a questão da captação e ver o que as organizações da sociedade civil têm a ensinar para empresas com preocupação social. “Acho que a troca entre o segundo e o terceiro setor é sempre muito importante”, diz.

A busca por pessoas

A preocupação em captar recursos financeiros é essencial para qualquer organização, mas é preciso buscar também outro tipo de recurso: o humano. “Às vezes, a gente fica pensando só em trazer patrocinador, trazer dinheiro, recurso material. Isso é fundamental, mas é muito importante envolver pessoas na história”, explica Felipe Mello, um dos fundadores da ONG Canto Cidadão e palestrante do Festival ABCR 2015.

De acordo com Mello, a maioria das entidades do terceiro setor nasce da vontade de algumas pessoas em fazer um trabalho social, mas que não têm fácil acesso a empresas que possam ajudar financeiramente. Assim, conquistar um grupo de pessoas que se interessem pela mesma causa e que aceitem trabalhar voluntariamente por ela ou ajudar com doações pode ser o primeiro grande passo. Foi assim com a própria Canto Cidadão.

O trabalho social que deu origem à instituição foi o Doutores Cidadãos, que começou com Mello e um amigo, Roberto Ravagnani. Após seus expedientes normais em empresas, eles se vestiam de palhaços e iam visitar voluntariamente idosos em hospitais e asilos públicos e filantrópicos. Com o tempo, o projeto foi conquistando outros voluntários e começou a crescer, até se tornar o que é hoje: uma ONG que já beneficiou cinco milhões de pessoas, através de diferentes ações de sensibilização para a cidadania, como palestras e programas de rádio e televisão, e atuação direta, com atividades artísticas e lúdicas em hospitais e escolas.

“O caminho é buscar pessoas. A partir de cada uma que se junta à sua causa, você tem a possibilidade de conhecer muitas outras e, assim, você vai criando conexões e crescendo”. Outra dica de Mello é fugir do discurso de “coitadinho” na hora de tentar mobilizar pessoas e empresas para a sua causa. Neste momento, é importante mostrar que há um projeto precioso sendo discutido, que promove a valorização da vida e trará benefícios para todos os envolvidos.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A Economia Criativa: Dança de rua, capoeira, música e artesanato na Feira de Economia Criativa em Feijó



Os dançarinos do Free Step com idade entre 12 e 16 anos tomaram a rua para mostrar ao público a arte urbana (Foto: Assessoria FEM)

A Feira de Economia Criativa em Feijó trouxe para o espaço da Praça dos Três Poderes: hip hop, capoeira, música e artesanato indígena, além do trabalho do escultor Toinho Camocin. A mostra aconteceu na noite de quinta-feira, 19. A ação faz parte da Caravana de Cultura e Humanização, projeto do governo do Estado, por meio da FEM e Diretoria de Humanização da Gestão.

A programação teve início com a apresentação do grupo de dança de rua, com free step - em tradução livre: “Passos Livres” é uma dança que consiste em deslizar sobre o chão fazendo movimentos com as pernas e com as mãos sob as batidas da música eletrônica.

Os dançarinos com idade entre 12 e 16 anos tomaram a rua para mostrar ao público a arte urbana com muito sincronismo e criatividade nas sequências. O projeto de dança é uma parceria do Projovem com a Escola Vicente Celso.

Com suas indumentárias, os jovens artistas shanenawa, Ninawa, Nawa, Mucane e Naintwa entoaram cantos na sua língua (Foto: Assessoria FEM)

Em seguida, os jovens artistas do povo shanenawa: Ninawa, Nawa, Mucane e Naintwa, vestidos com suas indumentárias entoaram cantos na sua língua. Eles falam de amor e saudade.

“Mesmo morando perto da cidade preservamos nossa cultura. O que a gente fez aqui é a tradição de nossos avós. Somos jovens, mas respeitamos a nossa ancestralidade”, disse a jovem índia Mucane.

Depois dos indígenas, a programação apresentou a capoeira do Grupo Senzala. Cerca de 200 adolescentes e crianças, sob a batuta do mestre Babita embalaram o maculelê interagindo com a plateia.

Produtos artesanais – A força do artesanato de cada cidade está sempre presente na Feira de Economia Criativa. Em Feijó artesãos indígenas dos povos shanenawa e huni kuin trouxeram seus produtos.

Franciberto Pereira Marroque, o Buse, huni kuin da aldeia Boca do Grota (Feijó) apresentou a arte que desenvolve desde 2005. São peças artesanais feitas a partir do encauchado - técnica de impermeabilização de tecido com o uso do látex para a fabricação de uma série de produtos. O mostruário é composto por porta- lápis, sacolas, tecidos, e outros acessórios.

“Essa é terceira vez que exponho desde que comecei esse trabalho. Pra nós indígenas é sempre bom participar de eventos que divulguem nossos produtos. Agradeço por terem me convidado”, disse.

Esculturas em madeira - A arte do escultor Toinho Camocin foi uma das atrações da feira. Nascido no Seringal Califórnia, alto Rio Envira, o artista cria peças com madeira reaproveitável, no caso, o algodoeiro. São objetos de decoração com o conceito da floresta: jabutis, garças, jacarés, araras, peixes e outros.

“Quando vejo um algodoeiro no chão não deixo escapar, e já imagino em que peças ele poderá se transformar. Quando acordo todos os dias já começo a trabalhar, além de ensinar o ofício a pessoas que se interessam. Já dei oficinas em várias cidades acreanas. Fico feliz quando sou convidado para expor”, comenta.

“A feira por cada cidade onde passa é uma vitrine dos produtos artísticos-culturais do nosso Acre, com sua rica diversidade. Um espaço para divulgar e comercializar esses produtos. Feijó fez bonito”, disse a presidente da Fundação de Cultura Elias, Francis Mary Alves, que participou do evento recitando suas poesias.

O que é a Caravana de Cultura e Humanização?

É um projeto do governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour e Diretoria de Humanização. Agrega as oficinas: teatro, cinema, educação patrimonial, humanização da gestão pública e qualidade de vida, e a Feira de Economia Criativa.


Para saber mais sobre A Economia Criativa acesse cursosraizesculturais.com.br