Mostrando postagens com marcador dança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dança. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Artistas da nova geração aderem à formalização para gerenciar carreira



A banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju decidiu formalizar o grupo como empresa em 2008. Expoentes de uma nova geração de artistas brasileiros que fizeram do caminho independente o eixo central de renovação da jovem produção cultural no País, os Móveis não inovaram apenas na produção musical. Jovens empreendedores, os nove integrantes tomaram as rédeas da própria carreira e transformaram as atividades do grupo em negócio.

Trabalhando como empresa pelo Super Simples, a banda produz o próprio festival e vende produtos como CDs e camisetas em sua loja virtual. Para o baixista do grupo, Fábio Pedroza, o modelo do Simples foi decisivo para o crescimento das atividades do grupo. “Isso gerou para a gente um retorno maior”, contou Fábio em depoimento ao Portal Brasil.

Segundo Fábio, a formalização do pequeno negócio contribui para incrementar o desenvolvimento econômico do setor cultural. “O setor (cultural) exige políticas públicas. Nada mais justo que a formalização, isso ajuda os dois lados, o governo também ganha com arrecadação”.
O baixista ressalta a importância do MEI para os que estão começando a empreender em um ambiente sem burocracia. “É um incentivo para aquilo que para muitas pessoas é um bicho de sete cabeças, a figura da pessoa jurídica”, conclui o músico.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A Economia Criativa: Convênio incentiva pequenos negócios da Economia Criativa



Convênio incentiva pequenos negócios da Economia Criativa: ministra Marta Suplicy comemorou a parceria com o Sebrae, que considerou histórica


Brasília – O Sebrae e o Ministério da Cultura (MinC) vão realizar uma série de ações para estimular o desenvolvimento dos pequenos negócios da Economia Criativa, setor que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) responde por 2,84% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 104 bilhões.

O convênio que firma a parceria foi assinado nesta terça-feira (24), no Ministério da Cultura, em Brasília, com a presença do presidente do Sebrae, Luiz Barretto, e da ministra Marta Suplicy.

Economia Criativa envolve o segmento empresarial que tem a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos. É o caso do artesanato, arte popular, audiovisual, artes visuais, design, desenvolvimento de games aplicativos, editoração, moda, música, comunicação, entre outras atividades. O Sebrae atua com mais de 150 projetos nesse ramo no Brasil.

“Ser criativo é inerente ao brasileiro e, em um país de dimensões continentais e de imensa diversidade cultural, a Economia Criativa exerce um peso importante. A intenção do Sebrae ao firmar esse convênio é incentivar a qualificação dos empreendedores do segmento e gerar oportunidades de negócios e espaço no mercado para esses grandes talentos”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

A ministra Marta Suplicy comemorou a parceria com o Sebrae, que considerou histórica. “As pessoas que atuam com a Economia Criativa são inovadoras, mas têm carências na gestão de negócios. Esse é um ponto que poderá ser melhorado com a expertise do Sebrae. Sabemos que os empreendedores querem se formalizar e obter renda a partir do seu trabalho”.

O convênio terá duração de 36 meses. Uma das ações dessa parceria será a realização de mapeamento dos chamados territórios da Economia Criativa. São bairros, cidades ou regiões que reúnem atividades desse segmento, com potencial para gerar emprego e renda de forma sustentável. O levantamento irá avaliar quais as suas vocações e principais demandas.

Outra iniciativa será a capacitação em gestão empresarial e a qualificação técnica de profissionais e empreendedores criativos. Sebrae e MinC vão oferecer cursos, seminários e editar publicações voltadas para esses temas. O convênio também tem como um de seus eixos a promoção do acesso a mercado para os pequenos negócios criativos. Será criado um site no modelo de bolsa de negócios, em que empreendedores poderão conhecer outros empresários e trocar experiências para que, futuramente, desenvolvam e comercializem produtos.

O setor da Economia Criativa gera 8,54% dos empregos formais no país, com uma renda salarial média de R$ 2.293,64, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Essa renda média é 44% mais elevada do que nos setores da economia tradicional.


Para saber mais sobre A Economia Criativa acesse cursosraizesculturais.com.br

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A Economia Criativa: Dança de rua, capoeira, música e artesanato na Feira de Economia Criativa em Feijó



Os dançarinos do Free Step com idade entre 12 e 16 anos tomaram a rua para mostrar ao público a arte urbana (Foto: Assessoria FEM)

A Feira de Economia Criativa em Feijó trouxe para o espaço da Praça dos Três Poderes: hip hop, capoeira, música e artesanato indígena, além do trabalho do escultor Toinho Camocin. A mostra aconteceu na noite de quinta-feira, 19. A ação faz parte da Caravana de Cultura e Humanização, projeto do governo do Estado, por meio da FEM e Diretoria de Humanização da Gestão.

A programação teve início com a apresentação do grupo de dança de rua, com free step - em tradução livre: “Passos Livres” é uma dança que consiste em deslizar sobre o chão fazendo movimentos com as pernas e com as mãos sob as batidas da música eletrônica.

Os dançarinos com idade entre 12 e 16 anos tomaram a rua para mostrar ao público a arte urbana com muito sincronismo e criatividade nas sequências. O projeto de dança é uma parceria do Projovem com a Escola Vicente Celso.

Com suas indumentárias, os jovens artistas shanenawa, Ninawa, Nawa, Mucane e Naintwa entoaram cantos na sua língua (Foto: Assessoria FEM)

Em seguida, os jovens artistas do povo shanenawa: Ninawa, Nawa, Mucane e Naintwa, vestidos com suas indumentárias entoaram cantos na sua língua. Eles falam de amor e saudade.

“Mesmo morando perto da cidade preservamos nossa cultura. O que a gente fez aqui é a tradição de nossos avós. Somos jovens, mas respeitamos a nossa ancestralidade”, disse a jovem índia Mucane.

Depois dos indígenas, a programação apresentou a capoeira do Grupo Senzala. Cerca de 200 adolescentes e crianças, sob a batuta do mestre Babita embalaram o maculelê interagindo com a plateia.

Produtos artesanais – A força do artesanato de cada cidade está sempre presente na Feira de Economia Criativa. Em Feijó artesãos indígenas dos povos shanenawa e huni kuin trouxeram seus produtos.

Franciberto Pereira Marroque, o Buse, huni kuin da aldeia Boca do Grota (Feijó) apresentou a arte que desenvolve desde 2005. São peças artesanais feitas a partir do encauchado - técnica de impermeabilização de tecido com o uso do látex para a fabricação de uma série de produtos. O mostruário é composto por porta- lápis, sacolas, tecidos, e outros acessórios.

“Essa é terceira vez que exponho desde que comecei esse trabalho. Pra nós indígenas é sempre bom participar de eventos que divulguem nossos produtos. Agradeço por terem me convidado”, disse.

Esculturas em madeira - A arte do escultor Toinho Camocin foi uma das atrações da feira. Nascido no Seringal Califórnia, alto Rio Envira, o artista cria peças com madeira reaproveitável, no caso, o algodoeiro. São objetos de decoração com o conceito da floresta: jabutis, garças, jacarés, araras, peixes e outros.

“Quando vejo um algodoeiro no chão não deixo escapar, e já imagino em que peças ele poderá se transformar. Quando acordo todos os dias já começo a trabalhar, além de ensinar o ofício a pessoas que se interessam. Já dei oficinas em várias cidades acreanas. Fico feliz quando sou convidado para expor”, comenta.

“A feira por cada cidade onde passa é uma vitrine dos produtos artísticos-culturais do nosso Acre, com sua rica diversidade. Um espaço para divulgar e comercializar esses produtos. Feijó fez bonito”, disse a presidente da Fundação de Cultura Elias, Francis Mary Alves, que participou do evento recitando suas poesias.

O que é a Caravana de Cultura e Humanização?

É um projeto do governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour e Diretoria de Humanização. Agrega as oficinas: teatro, cinema, educação patrimonial, humanização da gestão pública e qualidade de vida, e a Feira de Economia Criativa.


Para saber mais sobre A Economia Criativa acesse cursosraizesculturais.com.br