Carlos Martins, ADDICT
Nuno Pinto Fernandes24/05/2013 | 16:10 | Dinheiro Vivo
Porque "ninguém nos vem salvar", Carlos Martins, da ADDICT, empresa que opera nas indústrias criativas, aponta 20 conselhos para que esta área, este cluster, seja também importante na recuperação do país.
Na sessão de conferências do Festival de Criativos, esta sexta-feira, na Etic, em Lisboa, Carlos Martins enumerou:
1. Não são mais fortes e mais inteligentes que vingam, mas os que se adaptarem. Basta olhar à nossa volta e verificar como o eixo económico está a mudar, com a China e a Índia em destaque.
2. Ninguém nos virá salvar. É bom que os portugueses percebam isso para lançar mãos à obra.
3. Se não aprenderes tudo de novo, no dia seguinte não saberás nada.
4. Precisamos de uma escola que substitua o medo de falhar.
5. O teu talento só interessa se for encontrado por alguém.
6. As boas instituições fazem bons países.
7. O centralismo é uma praga para sociedades. quanto mais próximos as pessoas umas das outras, das instituições, melhor...
8. A nossa economia criativa é residual, fraca mesmo. Estamos falar de um sector que cresce mais do que a economia, porém estamos a ficar para trás.
9. Nos EUA, as indústrias criativas geram dois terços do investimento, em Portugal quase nada. Além de que são as novas empresas que criam mais emprego.
10. Nunca trabalhes sozinho. O conhecimento está disponível, só temos que o encontrar.
11. É preciso saber que problema estamos a resolver. Para isso, é temos de ser pragmáticos nas empresas, nas cidades, no país...
12. O design não é forma é o conteúdo. É ele que produz valor.
13. A informação é o petróleo do seéculo XXI.
14. O que não existir digitalmente não existe. Não se tratade uma pdf da realidade, mas uma construção nova.
15. Ou és internacional ou vais morre. Precisamos urgentemente de ser internacionais.
16. Ser uma pequena empresa não é problema, ser irrelevante, sim.
18. Escolhe o teu ecossistema. Com quem trabalhas digitalmente aqui ou no resto do mundo.
18. Sem investimento não há crescimento. Hoje, há pouca capacidade de atrair capital, os bancos estão quase falidos, Portugal tem má imagem, há dificuldades em chegar aos mercados, pelo que é preciso atrair capital de risco ou business angels.
19. Mais importante do que ser especialista é ser especial.
20. Fala com muitas pessoas, ouve muita música, vêr muitos filmes, viaja muito, sobretudo lê muito. A escola não cria estes hábitos, as famílias também não. Leiam muito.
Só estes conselhos irão permitir, segundo Carlos Martins, reverter a situação das indústrias criativas em Portugal. Para que conste, as indústrias criativas na União Europeia pesam 4,5% do PIB e 3,2% do emprego, ou seja 8 milhões de pessoas. Em Portugal, pesam 2,6% do PIB e 2,8% do emprego.
Mas várias manifestações, sobretudo a norte, como é caso de Guimarães Capital Europeia da Cultura, são sinal de que a situação pode mudar. "Isto só acontece se as pessoas fizerem parte", defende Carlos Martins, destacando os mais de 2 mil eventos, 25 mil artistas, mil novas criações, 100 estreias internacionais de cinema, nesse evento.
Neste caso, aforam produzidos 50 filmes, um deles estreado agora no Festival de Cannes, no encerramento da Semana da Crítica, Une Soiré de Cloture en 3D. "Exemplo de que é possível fazer coisas sem necessidade de milhões", reforça o responsável da ADDICT, rematando que, no final de tudo, "não vale a penas viver vidas que não valem a pena contar."
fonte: http://www.dinheirovivo.pt/
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