quarta-feira, 17 de abril de 2013

Economia Criativa: Inovar – e agora?



Descubra a inteligência do DESIGN THINKING para facilitar a geração de ideias (criatividade) e a implementação de ideias (inovação)



O avanço da globalização mercadológica e tecnológica é um movimento que desafia a empresa moderna.

A chamada Economia Criativa pode ser definida como o conjunto de processos, que envolvem a criação, produção e entrega de produtos e serviços (soluções), usando o conhecimento e a criatividade (o capital intelectual) como principais recursos; em suma, é a aplicação de ideias a um negócio.

A premissa é que, ao entender os métodos e processos que designers usam ao criar soluções, os indivíduos e organizações seriam mais capazes de se conectar e revigorar seus processos de criação a fim de elevar o nível de inovação.

Inovaçãoé a palavra do momento para alavancar a gestão empresarial - mas por onde começar?

Antes de tudo, sugerimos criar um entendimento comum em torno de o que é inovação (e o que não é): inovação é executar soluções criativas (novas) que gerem resultados financeiros como aumento de receita e/ou lucro e/ou redução de custo para a empresa (e para o cliente).



Inovar é uma tarefa árdua e muitas vezes frustrante, mas essencial para obter diferenciação no mundo dos negócios. O Design Thinking aborda problemas empresariais comuns, sob múltiplas perspectivas, ajudando a solucioná-los de forma a conduzir os profissionais a novos caminhos.

Empresas que adotam a técnica do Design Thinkingcomo prática de gestão empresarial estão redesenhando seus negócios, na busca de vantagens competitivas.


Design Thinking – o facilitador



É neste cenário que entra o Design Thinking para facilitar a geração de ideias (criatividade) e a implementação de ideias (inovação).



o O diferencial da otimização de solução



O Design Thinking tem sua origem no processo de design de produtos, em que profissionais mapeiam as necessidades, atuais e futuras, do cliente.

A sacada do Design Thinking consiste em olhar além do convencional para o inusitado, do atual para o provável, o que implica na possibilidade de descobrir o nunca imaginado antes.

O Design Thinking é um método prático-criativo que acessa problemas e cria soluções na hora de atender as necessidades dos stakeholders da empresa com aquilo que é mercado e tecnologicamente viável; através de uma estratégia de negócios, a empresa transforma tais necessidades em valor para os stakeholders.

Design Thinking é inovador por ser uma forma de pensar diferente, focado em soluções, tendo como fim(!) a otimização de uma solução, em vez de começar com análise das causas de um problema.


Os parâmetros do problema e suas soluções são explorados simultaneamente. O que diferencia o Design Thinking do método científico é que este se inicia definindo todos os parâmetros do problema em questão, para a definição de um objetivo. Ao contrário, o Design Thinking começa o processo de solução de um problema de forma a definir parâmetros para otimizar a busca de um objetivo; a solução torna-se o ponto de partida.

Design Thinking não é linear e sim sequencial; a configuração das fases podem ser efetuadas de forma ajustável ao problema em questão.

As 3 fases



O Design Thinking é trabalhado em três fases:

1 - Impulso pela existência de um problema ou de uma oportunidade

que demanda uma solução; é a fase onde o perfil de um público

alvo é definido, ou seja, daqueles que serão “servidos” pelas ideias

inovadoras ou soluções geradas.

2 – Idealização, ou seja, oprocesso de gerar, desenvolver e testar

ideias, estimulando o pensamento divergente entre os integrantes,

para gerar uma grande variedade de soluções.

3 – Implantação, isto é colocar a ideia em prática através de protótipos.

Contrariando o pensamento convencional, para o Design Thinking

“fracasso” é reconhecer que uma ideia não deu certo, é assumir a

responsabilidade, aprender com as falhas e seguir em frente, para

desenvolver novas ideias até acertar.

Os 4 ingredientes

1 – Empatia - Pesquisa de dados - Imersão

É preciso se identificar com o problema. Para facilitar isso, o Design Thinkingpropõe “vender” a solução como sendo benéfica para as pessoas, sem abdicar do interesse da empresa por viabilidade operacional e ganho financeiro.

A equipe tenta identificar quais são as maiores dificuldades do público alvo; botando a mão na massa e observando o público, a equipe desenvolve empatia por ele e por sua situação; isso requer menos o envio de questionários e sim sair para a rua e visitar o local onde as coisas acontecem.

É assim que a equipe assimila o problema.

2 – Colaboração - Coleta de dados

Ao utilizar processos utilizados por designers, o Design Thinking busca diversos ângulos e perspectivas para a solução de problemas,priorizando o trabalho colaborativo em equipes multidisciplinares.

A partir dos dados coletados, criam-se insights com reflexões e conclusões, de forma a criar insumos para a etapa de análise e síntese.

3 – Experimentação - Análise de dados



Os dados coletados e organizados devem ser compreendidos; o Design Thinking sugere usar diagramas de afinidades (categorização de dados com base em similaridades).

A equipe digere os dados,filtrando diversas necessidades do público alvo e começando a criar ideias para atendê-lo; para obter um resultado mais rico das soluções e/ou das ofertas o Design Thinking sugere interagir com pessoas ligadas a novos produtos, racionalização de processos e/ou melhoria de serviços.

Brainstorming são realizados; conforme necessidade, sessões de co-criação com o público alvo; o senso crítico, mesmo ousado ou“louco”,não é inibido, mas promovido!

No final dessa etapa, o grupo vota as soluções preferidas para começar a testá-las, sob a ótica das seguintes restrições inerentes aos processos criativos:

> Praticabilidade – o que é funcionalmente possível?

> Viabilidade – o que deve sustentar a ideia?

> Desejabilidade – o que faz sentido para os atendidos?

O resultado esperado é a síntese de idéias.



4 – Avaliação



É necessário avaliar se funcionou, se não funcionou, por que não funcionou.

O resultado de um teste pode levar à decisão de desistir de uma solução ou de reavaliar a ideia e criar uma nova.



É assim, que o Design Thinking consegue viabilizar as mudanças desejadas na empresa.

Os 3 fatores de sucesso

Os seguintes princípios facilitam o sucesso do Design Thinking:

1. Design Thinking é um exercício interativo que dá espaço para pensamentos “loucos” (fora da lógica); pode gerar desconforto em pessoas acomodadas na mesmice (“em time que ganha, não se mexe”.)

2. Design Thinking incentiva a agilidade: pensar e fazer muito, de forma rápida, e descobrir rapidamente o que funciona e o que não funciona.

3. Design Thinking sugere a contratação de equipes heterogêneas quanto a conhecimento e comportamento; é o turbilhão do grupo que permite ir além dos limites individuais (brainstorming); olhar para fora do ambiente em que se está inserido (“think outside the box”); grupos homogêneos tendem a focar numa solução única; grupos heterogêneos – incluindo pessoas "de fora" – tendem a romper limites, sejam eles derivados da cultura organizacional, ou de convenções sociais.

Desta forma, o Design Thinking estimula espírito de equipe, ação e resultado.

Dicas



1 - Contemple também soluções de menor impacto.

Comece com ações dentro do seu alcance e mostre resultado; assim, você ganha conforto para seguir com inovações mais complexas.

2 - Considere inovação como uma atividade contínua.

A inovação não é um ato momentâneo e sim um processo contínuo; as mudanças mercadológicas e/ou tecnológicas podem, a qualquer momento, neutralizar a sua inovação; portanto, faça da inovação um hábito no seu dia-a-dia.

Case de Design Thinking da Positivo

Um case de sucesso de Design Thinkingdemonstra o computador ‘Faces’, da Positivo. Em 2008, a fabricante constatou que habitantes das periferias de São Paulo e Rio de Janeiro costumavam deixar o computador na sala, compondo a decoração. Além disso, muitos não tinham carro, o que dificultava o transporte do equipamento, em caso de reparo.

A partir dessas constatações, a Positivo criou a linha ‘Faces’, cujos computadores tinham alça e frente acrílica que pode ser personalizada com diferentes imagens. A boa aceitação do produto comprovou-se num sucesso de vendas.

Case As Havaianas e o Design Thinking

Fonte: Carlos Henrique Vilela - Innovation Strategist na Leucotron. Co-fundador e editor do Unplanned.



Há poucos dias, postei uma entrevista bem interessante com a Ana Barroso, da Ologia, sobre Design Thinking. Aproveitando o tema, segue abaixo um case da IDEO para a marca Havaianas, que resultou em uma tática bem interessante para o lançamento de um novo produto. Pode ser uma ótima inspiração para planejadores, já que as soluções exigidas hoje vão bem além da propaganda, e o processo, nesse caso, tem estrutura bem parecida com o que fazemos.

Vamos lá…

A marca Havaianas traz consigo o significado de ser brasileiro – espírito livre, com entusiasmo pela vida e um instinto para combinações improváveis. A marca, que começou com sandálias baratas para trabalhadores rurais em 1907, oferece hoje diversas linhas de produto no mundo todo e vende mais de 160 milhões de pares por ano.



Nas ruas do mundo todo, é possível encontrar de celebridades, como Gisele Bundchen e Beyonce Knowles a cidadãos comuns, todos usando a sandália.

Com 60 anos de crescimento continuo, a marca procurou a IDEO para ajudar na sua extensão para uma nova categoria de produtos: uma linha de bolsas que compartilhasse o simples prazer e ousadia das suas sandálias.

Para imaginar como esses acessórios seriam, a IDEO buscou capturar, primeiro, a essência da marca, ao entender sua conexão tão forte com a identidade brasileira. A equipe entrevistou pessoas de diversas origens demográficas e socioeconômicas e descobriu que todos tinham um espírito vibrante e apreciação pela simplicidade, autenticidade, diversão, alegria e conforto físico. Além do Brasil, estudos foram feitos com usuários de Havaianas na Austrália, Índia, Londres e Paris.

Também foi feita uma série de brainstormings que, ao invés de ideias apenas, geraram centenas de protótipos de bolsas. Cada modelo foi avaliado sob a visão da marca Havaianas e, trabalhando com costureiras, a equipe tentou vários formatos e materiais.

No fim, desenvolveram uma linguagem consistente de design que passava o visual e o sentimento das sandálias, com semelhanças de textura e aparência. O estilo das bolsas é descomplicado, individualista e desencanado – mantendo a herança brasileira da marca. As cores, baseadas em uma paleta montada a partir de fotografias tiradas ao redor do Brasil, capturam a diversão e a vibração do país. O produto foi lançado, primeiro, no Brasil, no São Paulo Fashion Week de 2008, e mundo afora, em 2009.

Abaixo um vídeo com o resultado final…

Atrair a Geração Y – e agora?

A informalidade e o idealismo que caracterizam a geração Y precisam ganhar espaço nas organizações, para poder atrair esses profissionais jovens.

O Design Thinking ajuda a conquistar as gerações mais novas, através do seu diferencial de estimular o pensamento voltado para criatividade e sociabilidade.

“As pessoas buscam cada vez mais encontrar sentido e conexão naquilo que fazem. Elas não se motivam apenas pelo salário”, diz Elisa Furusho, diretora de RH da Linx.

O método do Design Thinking vem de encontro com esta expectativa, uma vez que ele consiste em unir o pensamento analítico e o intuitivo para solucionar problemas, sob uma ótica mais envolvente. Seu foco é atingir o melhor resultado de uma inovação, alinhado com a viabilidade operacional e o retorno financeiro; tudo com a ferramenta de templates que os jovens gostam de utilizar, como suporte para o aprendizado.

O Design Thinking enfatiza a realização pessoal; quando se trabalha por motivação, a equipe fica mais conectada na assimilação do significado do negócio e na busca de crescimento com lucro, dentro de um clima organizacional e pessoal saudável.

Outro atrativo do Design Thinking para os jovens é o desenvolvimento do senso crítico;Virginie Fernandez, diretora de RH da Moet Hennessy, argumenta. “Quanto mais questionamentos, mais o lado direito do cérebro que ajuda a criar, inovar e desenhar novos cenários é desenvolvido”. O desenvolvimento de competências como empatia, networking e conectividade ajudam a alavancar o senso crítico.

Se você é um profissional da arte se inscreva na agência virtual profissionaisdaarte.com

Para saber mais sobre A Economia Criativa acesse cursosraizesculturais.com.br

fonte: http://www.administradores.com.br/

Nenhum comentário:

Postar um comentário